OPINIÃO - Dia da Criança

Chegada a Primavera, chega também o dia da criança. O direito de ser criança, e tudo o que a envolve, é o que neste dia festejamos. Tentamos afastar, dos de agora, as experiências dos de outrora, dos nossos antepassados, tão bem descrita nos “Esteiros” de Soeiro Pereira Gomes. Meninos obrigados a ser homens ainda existem, muito pelas dificuldades que a vida lhes trás, no entanto dar tempo e ser criança é o que devemos preservar neste dia.

O dia de celebrar a criança e o ser criança é um dia transcendental, é o dia em que festejamos o ser pai, mãe, avó, avô, educador. O dia da criança é o dia do educador, do guia que a ensina e orienta para as maravilhas e dificuldades da vida. A sua importância não deve ser subestimada, pois dos seus actores identificam-se os pais, a família, o professor e o meio que o envolve. É uma relação num só sentido, que infelizmente muitas vezes não é inerente a um pai, a uma mãe, ou à família. A orientação da criança é o futuro que dá esperança ao mundo, e também o futuro que a sua educação nos reserva, a nós, sociedade.

Como sociedade, esta tem o papel também de educar. Muitas vezes a educação é tangível pelas regras sociais, que por sua vez são transcendentes e integrantes às leis. A progressão no tempo da sociedade faz com que as regras sociais modifiquem, se adaptem ao tempo, sendo a criança agente da mudança, o futuro no presente. A Sociedade torna-se exemplo da cidadania, mas a Comunidade, como o conjunto das pessoas mais próxima das crianças, molda, preserva, e dá o exemplo do que é ser cidadão.

Neste sentido é que a comunidade se torna mais importante. Com os laços reforçados entre os seus cidadãos, cabem a estes no seio da sua comunidade transmitir a memória histórica das suas gentes, a sua tradição, a sua especificidade. De onde crescemos, não nos podemos esquecer das lições que a nossa terra nos deu, nem das lembranças que nos faz. Será pelo ensino popular, que “Se Portugal é um jardim, e cada terra é um canteiro, eu vou dizer ao mundo inteiro, que nunca vi canteiro assim…”, aprendemos a zelar e a preservar aquilo que é nosso. Assim é Penacova, que da forma mais humilde, demonstra por simples gestos a preocupação que tem pelos seus. Onde se vislumbra uma manhã enevoada, ensina que é pelo trabalho e pelo esforço que as pessoas se pautam. Também ensina que muitas vezes o trabalho não é acompanhado pelo mérito, mas que tal não nos impede de seguir em procura dos nossos objectivos. Ensina que muitas vezes os ilustres da terra não têm um papel institucional ou de orientação, mas sim são as pessoas mais simples, as do conselho e da graça, que nos dão muitas vezes o carinho mais importante. Perguntas de como vai Lisboa, ou quando vamos à pesca, ou como vai o estudo fazem-nos pertencer “aos nossos”. Ensina Penacova que o valor de família é tão absoluto como relativo, pois a família é tão pequena quanto o nosso núcleo consanguíneo, como tão grande quanto os nossos amigos mais íntimos. Assim lembro-me da Prima América a sorrir e a brincar pela rua, o Armando Tenente que me recebia nos bombeiros com um sorriso, do senhor Alberto Malva a passear pela rua, do senhor Arménio e a arte da pesca, do meu Avô…

Todos nós teremos estas recordações, com as nossas pessoas queridas, na qual do que escrevi acredito que mudarão os nomes, as experiências e, a importância das lições. Teremos que agradecer a todos que nos dão o mundo de criança que tivemos, tanto pelas facilidades como pelas dificuldades, as dimensões que farão sempre parte da nossa vida. Aproveito então para agradecer ao meu pai como modelo, à minha mãe como guia, ao meu avô e avó pela orientação, aos meus tios e tias que me demonstraram o conceito de família, e a Penacova, pelo amor, futuro e audácia que tenho em escrever.

Armando Filipe Rodrigues Mateus

FIGUEIRA DE LORVÃO - Escuteiros fizeram "Promessas"



Este fim-de-semana no Agrupamento de Escuteiros de Figueira de Lorvão, Penacova, fizeram “Promessas” 8 Lobitos e 1 Pioneira que prometeram fazer todo o possível por cumprir os seus deveres para com Deus, a Igreja e a Pátria, por auxiliar o seu semelhante em todas as circunstâncias e por cumprir a Lei do Escuta.

A cerimónia das Promessas foi partilhada com a comunidade, na Eucaristia dominical de Figueira de Lorvão e no final da Missa todo o Agrupamento formou, como é habitual, no adro da Igreja e bem alto se ouviram os gritos de Bando, Patrulha, Equipa e Tribo. 

História

O Agrupamento 1316 - Figueira de Lorvão existe oficialmente desde o dia 1 de Março de 2004. A ideia nasceu de quatro escuteiros de Coimbra, que formaram o primeiro núcleo de trabalho, e aos quais se juntou mais tarde um quinto elemento.

O grupo fundador foi o seguinte: Tiago Cruz, Rita Simões, Pedro Oliveira, Tiago Dias, Sandra Leal, com o apoio total do pároco, o Pe. Cândido Costa. No dia 16 de Janeiro de 2004 foi realizada uma reunião para toda a comunidade no salão de Figueira de Lorvão. Nessa reunião estiveram presentes os escuteiros fundadores e o Pe. Cândido, tendo apresentado o projecto a cerca de cinquenta pessoas e ainda esclarecido algumas dúvidas.

As actividades deste grupo começaram no dia 24 de Janeiro de 2004.Começou por ser um pequeno grupo, mas que tem vindo a crescer ao longo dos últimos anos.

Actualmente o Agrupamento 1316 conta com mais de 60 elementos repartidos por quatro Secções: Lobitos, dos 6 aos 10 anos, Exploradores, dos 10 aos 14 anos, Pioneiros, dos 14 aos 18 anos e Caminheiros, dos 18 aos 22 anos. Além disso, conta com mais de uma dezena de adultos repartidos pelas Equipas de Animação das Secções e Direcção do Agrupamento.

O que fazem os Escuteiros?

As Secções reúnem aos Sábados, das 15h30 às 18h30, na sua Sede, junto ao centro de Figueira de Lorvão. O programa das reuniões tem sempre bastante acção, e através dela, o desenvolvimento de habilidades e capacidades. O jogo é um elemento essencial. Além disso, o Agrupamento participa na Eucaristia Dominical. Com alguma regularidade realizam-se Acampamentos, Acantonamentos ou saídas de dia inteiro, geralmente nas férias escolares ou em fins de semana. Para se ser Escuteiro, basta aparecer num dia de actividades, em qualquer altura, e experimentar.

POLÍTICA - Pedro Coimbra quer contribuir para a pacificação da Federação



O líder distrital do PS de Coimbra e Presidente da Assembleia Municipal de Penacova, Pedro Coimbra - que ontem viu confirmada, no congresso, a reeleição para o cargo, obtida em lista única nas eleições directas de 21 de Maio- garantiu apoio «empenhado e dedicado» ao governo liderado por António Costa. «A tal 'geringonça' funciona bem e tem dado um belo exemplo ao país», frisou Pedro Coimbra.

Entre outros objectivos, Pedro Coimbra quer voltar a vencer as eleições autárquicas no distrito - onde o PS possui a liderança de 12 das 17 câmaras municipais - e «contribuir para a pacificação» do PS distrital, depois das criticas à sua liderança.

A esse propósito, Pedro Coimbra revelou ter convidado António Manuel Arnaut - o anunciado candidato à Federação que desistiu antes das eleições, alegando irregularidades no processo - e outros militantes contestatários para integrarem órgãos da Federação de Coimbra «mas todos recusaram».

Também sobre esta cisão no PS Coimbra, Manuel Alegre apelou à «pacificação» do PS de Coimbra, aconselhando a liderança federativa a promover o diálogo interno.

Recorde-se que este processo eleitoral ficou marcado por um primeiro adiamento motivado pelo processo judicial em que se confirmou terem sido falsificadas dezenas de fichas de militantes do PS.

Intervindo na sessão de encerramento do congresso da federação distrital do PS, o histórico militante socialista recusou que o Governo e a maioria parlamentar de esquerda que o apoia sejam uma «geringonça» e que o termo «é uma invenção» da direita para degradar o acordo governativo. Manuel Alegre disse ainda que o Governo e o acordo parlamentar que o sustenta «está a ter um papel pioneiro» na Europa e que o primeiro-ministro António Costa «não provoca mas também não se deixa provocar» pelos líderes europeus e pelo sector financeiro. «António Costa não afronta mas também não se põe de joelhos perante a Europa», sustentou.

Diário de Coimbra

FUTSAL - Chelo recebe decisões da Taça de Encerramento



As finais da Taça de Encerramento de iniciados, infantis e benjamins jogam-se amanhã à tarde em Chelo.

O único jogo já definido é o de infantis, no qual se defrontam Núcleo Sportinguista de Condeixa e Domus Nostra, às 16h30. Os condeixenses superaram na semifinal a Academia RC4 (5-1), enquanto o emblema de Portomar goleou o Norton de Matos (11-0).

Os benjamins (15h00) e os iniciados (18h00) sabem o horário das finais, mas os intervenientes só hoje, dia de mei - as-finais, serão conhecidos.

Nos mais novos, jogam NS Condeixa-S. João (Pavilhão da Palheira) e Granja do Ulmeiro- -Casa do Povo de Miranda do Corvo, às 11h00.

Nos iniciados, às 16h00, defrontam-se na meia-final Granja do Ulmeiro-CPMC e Vilaverdense-Vila Verde.

Título por entregar

A fase de apuramento do campeão de infantis, joga-se hoje e a penúltima jornada e pode ditar o campeão. Para tal, o líder S. João tem de vencer na visita à Granja do Ulmeiro (10h00). Outro resultado no reduto ulmeirense que não a vitória do emblema de Pé de Cão faz com que a decisão fique a depender do desfecho entre a CPMC e o João Veloso (11h00) ou seja mesmo adiada para a derradeira jornada.

INICIATIVA - Rede Social promove formação para IPSS


A Rede Social de Penacova deu início ao projeto de formação destinada aos técnicos das instituições do concelho, ação prevista no Plano de Ação do ano de 2016. Este projeto formativo, que tem como entidades organizadoras o município de Penacova e o Grupo Cultural e Desportivo de Miro, inclui um conjunto de três ações de formação e têm como formador Ricardo Pocinho, licenciado em direito e doutorado em Processos de Formação e em Psicogerontologia.

A primeira formação, que teve como tema “Gestão do stress, do tempo e de conflitos” tinha em vista dotar os técnicos das diferentes instituições do concelho de estratégias para melhorar as relações interpessoais e intragrupais, constituindo-se como um elemento importante no aumento do distress necessário para o sucesso profissional. Esta ação teve uma duração de três horas e decorreu nas instalações da Divisão de Ação Social e Educação da Câmara Municipal de Penacova.

Estão programadas mais duas formações, que irão decorrer no terceiro e quarto trimestre do ano e têm como temas “Relações interpessoais e intragrupais” e “Saber utilizar a inteligência emocional em situações adversas”.