HORA DE VERÃO - Especialista alerta para efeitos da mudança da hora



O presidente da Associação Portuguesa de Cronobiologia e Medicina do Sono aconselha as pessoas a anteciparem lentamente a mudança da hora, deitando-se um pouco mais cedo, para minimizar «os prejuízos » que esta alteração causa no organismo.

Na próxima madrugada entra em vigor o chamado horário de Verão. De acordo com a legislação, quando for 1h00 os ponteiros do relógio devem ser adiantados 60 minutos, para as 2h00, daí resultando menos uma hora para descansar.

Uma alteração que levou Miguel Meira e Cruz a alertar que «desafiar o tempo interno é um risco real para a saúde» e a apontar algumas formas de o minimizar.

«Apesar da solução para os problemas decorrentes da mudança da hora estar unicamente na abolição desta medida, é possível minimizar alguns dos efeitos assumindo alguns cuidados», defende o especialista em medicina do sono.

Neste contexto, diz Miguel Meira e Cruz, «é importante», no que respeita ao sono, que as pessoas se deitem «um pouco mais cedo nos dias que antecedem o adiantar dos ponteiros » uma hora. Por outro lado, adverte, «adiantar os ponteiros significa para algumas pessoas com cronotipo matutino, deitar-se ainda com sol, o que pode dificultar o adormecer e afectar a continuidade do sono».

«É importante que, nestas circunstâncias, o quarto seja mantido escuro e com temperaturas adequadas (nem muito frio, nem muito calor) para que o sono se processe da melhor forma», aconselha o presidente da Associação Portuguesa de Cronobiologia e Medicina do Sono.

O especialista aponta ainda outras razões para se considerar totalmente inoportuna a mudança que ocorre duas vezes por ano. Apesar de ser sobre o sono que estas alterações horárias parecem ter mais efeitos, cada um dos órgãos sofre «um desajuste que demora bem mais tempo a recuperar do que o desacerto do ciclo vigília sono», refere.

FUTEBOL DISTRITAL - Duelos no “top 4” podem alterar contas do título




DIVISÃO DE HONRA

O líder Sourense recebe o candidato Oliveira do Hospital que está à distância de quatro pontos no 3.º lugar. O Condeixa, vice-líder e perseguidor directo do conjunto orientado por Rafael Silva, visita o reduto do Ançã, 4.º classificado, que já está distanciado da luta pelo título e pela subida mas em casa tem um registo apreciável. Estes são os “jogos grandes” da Divisão de Honra AFC que cumpre, a partir das 15h00 de amanhã, a 24.ª ronda cujo desfecho pode, definitivamente, alterar as contas finais da competição.

Em Soure, o líder só perdeu por duas vezes em oito encontros sendo que vem de uma série de três jogos a vencer e marcou 23 golos tendo apenas sofrido cinco tentos. Já o Oliveira do Hospital é imbatível “fora de portas”, mas também não tem um admirável registo de vitórias pois só conseguiu sete no total de 12 encontros. Na primeira volta, o embate entre os dois candidatos terminou como começou: empatado sem golos.

O Condeixa, por seu turno, na recepção ao Ançã venceu por 2-0 na primeira volta. A formação agora às ordens de Vítor Gouveia vem de uma série de cinco jogos sem saber o que é perder na condição de visitante em que, até agora na competição, triunfou em sete ocasiões, empatou dois encontros e perdeu duas rondas. O “Ferryaço” tem feito jus ao nome, recentemente em casa, pois segue numa série de três partidas consecutivas a ganhar e nas quais marcou 11 golos e apenas sofreu um. Apesar de ter jogado com os últimos três classificados da competição, certamente que os níveis de motivação estarão em alta para uma equipa que em casa venceu sete jogos, empatou um e perdeu por três ocasiões.

O Penelense, que é 5.º, tem a oportunidade de subir ao 4.º lugar se conseguir triunfar no terreno do Tocha (9.º) e quererá, certamente, aproveitar os duelos entre o “top 4”. Na Pampilhosa da Serra, os locais recebem o antepenúltimo Lousanense com boas perspectivas de vencerem. Já em Eiras, os anfitriões entram em campo para defenderem o 7.º posto na recepção ao Vigor, agora de Rui Germano, que é o 11.º posicionado. O União FC, de Penacova (8.º), por sua vez, também quer regressar às boas exibições na visita do Vinha da Rainha (12.º).

Na “terra dos ourives”, os febrenses recebem um Poiares que tem subido a pulso na classificação sendo que em Pereira, no Baixo Mondego, há embate entre os dois últimos com a visita do Sepins.

1ª DIVISÃO DISTRITAL

O 2.º classificado Marialvas entra em rota de colisão, leia-se duelo, com o 3.º posicionado Lagares da Beira no encontro da 22.ª ronda da 1.ª Divisão AFC que é paragem quase obrigatória para o “comboio” da subida à “elite” do futebol distrital conimbricense. Os cantanhedenses conseguiram chegar à vice-liderança da prova e os lagarenses, depois de largas rondas no topo, têm agora a subida em risco com a missão de vencerem no Municipal antanhedense sob pena de não conseguirem o “bilhete” rumo à Divisão de Honra. Na primeira volta, o desfecho entre os dois emblemas foi nulo.

Já o Arganil, por seu turno, pode aproveitar o embate entre os dois para ganhar mais vantagem na liderança. Para essa meta, os arganilenses vão ter de bater o Brasfemes no Campo de Mualdes, algo que não se adivinha de todo fácil. O Moinhos (4.º) vai ao reduto do Ac. Gândaras que é o 11.

André Feixo – Diário de Coimbra



PATRIMÓNIO - Dia Internacional dos Monumentos e Sítios celebrado no Buçaco e em Lorvão


Para assinalar o Dia Internacional dos Museus, o Município de Penacova vai promover no dia 18 de Abril, uma visita guiada ao Campo da Batalha do Buçaco, com o objetivo de desvendar os locais e as histórias a partir do Posto de Comando do Marechal General Arthur Wellesley, mais conhecido por Duque de Wellington, com direção a Santo António do Cântaro, localidade da freguesia de Carvalho, a partir da qual se desenvolveram várias ofensivas por parte das tropas anglo-portuguesas contra as tropas de Napoleão.
Ainda no âmbito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, mas no dia 20 de Abril, realizar-se-á um concerto de órgão no Mosteiro de Lorvão, pelo conceituado organista italiano Silvano Rodi.
Dia Internacional dos Monumentos e Sítios (DIMS), foi criado pelo Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios (ICOMOS) a 18 de abril de 1982, e aprovado pela UNESCO no ano seguinte, com o objetivo de sensibilizar os cidadãos para a diversidade e vulnerabilidade do património, bem como para a necessidade da sua proteção e valorização. Celebrando o património nacional, comemora também a solidariedade internacional em torno do conhecimento, da salvaguarda e da valorização do património em todo o mundo.

COMUNICADO - CDU de Penacova defende uma Escola de Artes integrada no ensino oficial


A Escola de Artes de Penacova é, desde há 3 anos, inteiramente suportada pelo orçamento do Município, estando orçamentado para o seu financiamento, só este ano letivo, 250.000,00€, de acordo com o Protocolo de Gestão que a Câmara estabeleceu com a Filarmónica de Lorvão. A CDU considera no entanto que há outras alternativas a serem exploradas que, permitindo a continuação da escola, melhorava o seu papel educativo.
A CDU foi à procura dessas alternativas, falou com pais e instituições e o que é que descobriu?
1. Que o ensino na Escola de Artes não é certificado (não permite a passagem de certificados e diplomas oficiais), não tem equivalência no ensino oficial, apesar da sua qualidade e de ser ministrado por professores qualificados, não permite a continuação de estudos;
2. Que a Escola de Artes não tem Regulamento Interno, não tem Plano de Atividades, não tem Estatutos, não tem estrutura curricular, de acordo com alguns encarregados de educação com quem falámos, que consideram importantes estes instrumentos regulamentares, para a coordenação das atividades dos filhos;
3. Que seria possível desenvolver diligências para integrar esta Escola no ensino oficial, pedindo a sua agregação ao Conservatório de Música de Coimbra (ensino público), como um Pólo descentralizado, como já acontece há anos com o concelho da Sertã, como Arganil acabou de conseguir a sua aprovação e como outros concelhos da região estão a tentar; 
4. Que essa agregação poderia permitir a certificação imediata do ensino aqui ministrado e a transferência dos custos com vencimentos para o Ministério da Educação e uma poupança de centenas de milhar de euros/ano para a Câmara, que tanta falta fazem para obras no concelho;
5. Que esta solução poderia ser concertada entre o Ministério da Educação e o Município de Penacova, facilitando uma parceria com o Agrupamento de Escolas de Penacova para o ensino articulado da música; 
6. Que o benefício que advém para as Filarmónicas do Concelho da formação dos seus músicos em nada seria alterado, podendo estes vir a beneficiar da certificação dos seus estudos.
Dadas as limitações da situação atual e a necessidade de a oficializar, com reconhecidas vantagens para o concelho e para os seus alunos, não é compreensível que a Câmara mantenha este encargo com uma escola que, apesar de prestar um bom serviço à população jovem, não foi ainda integrada no ensino oficial, quando poderia ter seguido o caminho que a CDU sugeriu.
Parece que a Câmara anda há 3 anos à procura de outras soluções, que nos parecem menos viáveis e com encargos maiores para o Município. Com esta atitude e com o arrastar do problema, a Câmara será conivente e responsável pelo prejuízo para os alunos que não vejam reconhecidos os seus cursos.
A CDU, através do seu eleito na Assembleia Municipal questionou e apresentou esta proposta, que nos parece melhor para os alunos, mais viável para a sua oficialização, mais rápida e mais económica para a Câmara.
Apelamos aos Pais e Encarregados de Educação que pressionem e ajudem a conseguir o futuro da escola e a certificação oficial do ensino artístico dos seus filhos.
Podem contar com o PCP e com a CDU na defesa da Escola, dos alunos e do concelho de Penacova, para se conseguir tão importante objectivo.

A Comissão Concelhia de Penacova do PCP

DECO - Use a água de forma responsável e não deixe o seu dinheiro ir por água abaixo!

De acordo com um estudo da DECO (2016), verificámos que entre municípios vizinhos há mais de 200€ de diferença no custo de abastecimento da água.



No dia 22 de março celebrou-se o Dia Mundial da Água, criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), destinado a promover a reflexão sobre diversos temas relacionados com este bem natural, produzindo, assim, a Declaração Universal dos Direitos da Água. A premência do tema deve-se ao facto de apesar de 70% da superfície da terra ser coberta por água, apenas cerca de 0.008% do total da água do nosso planeta é potável.

Em Portugal, por dia cada português consome em média 204 litros de água potável, sendo que uma grande parte é desperdiçada. Acontece que elevadas perdas de água na rede pública têm um impacto na eficiência das entidades gestoras e no aumento de custos, que se refletem no tarifário de abastecimento de água dos utilizadores. Contudo, o valor a pagar pela água é muito diferente de município para município, pois depende de vários fatores, nomeadamente condicionalismos naturais, e consequentemente técnicos, assim como da distribuição geográfica da população a servir. Por regra, as faturas dos serviços de águas e resíduos incluem as tarifas de cada um dos serviços e as taxas de recursos hídricos (TRH) e de gestão de resíduos (TGR) associadas aos mesmos, assim como o IVA. Todavia, na maior parte dos municípios os tarifários desses serviços incluem uma componente ou tarifa fixa (independente dos consumos efetuados, sendo devida desde que o serviço se encontre contratualizado) e uma componente ou tarifa variável (associada ao volume de água consumida de resíduos urbanos produzidos e de águas residuais). Podem, ainda, ser faturadas tarifas relativas a outros serviços prestados pela entidade gestora, como, por exemplo, a suspensão e reinício da ligação do serviço a pedido do utilizador ou por atraso no pagamento das faturas.

A ERSAR emitiu uma recomendação aconselhando uma uniformização das estruturas tarifárias dos serviços de águas e resíduos, cuja aplicação é de cariz voluntário, não sendo ainda seguida por todas as entidades gestoras. Assim, são inúmeras as indicações, consumos, taxas e tarifas que pesam nas faturas de água e a existência de várias entidades gestoras no setor a nível nacional não facilitam a tarefa ao consumidor. O que acontece é que a desarmonização das tarifas de água praticadas por cada empresa fornecedora leva a uma grande disparidade de preços com diferentes formas de cálculo.

Como é compreensível o preço da fatura da água a pagar é diretamente proporcional ao consumo. Neste sentido, para uma redução do consumo e desperdício de água, de modo a poupar na carteira e no ambiente, a DECO aconselha a: reduzir um a dois minutos do tempo do banho diário, três a seis litros de água serão economizados; reutilizar a água em diversas situações; instalar dispositivos de redução de caudal; manter a canalização doméstica em bom estado, de modo a evitar ruturas ou torneiras a pingar; fechar sempre bem as torneiras (uma torneira a pingar pode gastar cerca de 25 litros de água por dia); fazer uma leitura regular do contador e da fatura da água para controlar os seus gastos; instalar autoclismos com dispositivo de dupla descarga; utilizar a máquina de lavar roupa e loiça com carga completa, evitando o desperdício de água e de energia, entre outros conselhos que poderá conhecer nas nossas sessões informativas a dinamizar durante a semana de 19 a24 de Abril.

Melanie Magalhães
Gabinete de Projetos e Inovação
DECO Coimbra

Os leitores interessados em obter esclarecimentos relacionados com o Direito do Consumo, bem como apresentar eventuais problemas ou situações, podem recorrer ao Consultório do Consumidor do Diário de Coimbra/DECO, bastando, para isso, escreverem para o Diário de Coimbra/Rua Adriano Lucas, 3020-264 Coimbra ou para a DECO – Gabinete de Apoio ao Consumidor – Rua Padre Estêvão Cabral, 79-5º, Sala 504-3000-317 Coimbra.