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7 de junho de 2013

3º Encontro Distrital de Sapadores Florestais reforça a ideia de "peça fundamental" na defesa da floresta

Alvoco das Várzeas acolheu 3º Encontro Distrital de Sapadores Florestais. Estiveram presentes cerca de 120 “soldados” da floresta


Cerca de 120 “soldados” da floresta participaram, no dia 1 de junho, no 3 º Encontro Distrital de Sapadores Florestais promovido pela CAULE – Associação Florestal da Beira Serra. Um encontro que teve como palco o parque merendeiro da praia fluvial de Alvoco das Várzeas, freguesia que teve uma das primeiras equipas de sapadores florestais.
Durante o convívio que, contou com a presença de algumas entidades ligadas ao sector florestal, o presidente da CAULE, Vasco Campos, realçou a importância destes “verdadeiros soldados da paz” que trabalham todo o ano na defesa da floresta, julgando que este tipo de iniciativas ajudam a “fortalecer o espirito de grupo destes homens e mulheres que muitas vezes trabalham em conjunto, seja em acções de silvicultura preventiva, seja no combate a incêndios florestais, e não se conhecem”.
Actualmente existem cerca de 230 equipas em todo o país, seis das quais geridas pela CAULE que, actuam ao nível da prevenção de incêndios, concretamente através da limpeza de caminhos, roças de matos, pontos de água, desbastes, trabalho que, segundo o presidente daquela organização florestal, tem contribuído decisivamente para a diminuição da área ardida na região. 
Vasco Campos, não deixa de lamentar, todavia, o facto do trabalho destas equipas não estar a ser acompanhado do “respectivo apoio financeiro”, o que levou já algumas organizações a deixarem “cair” os seus projectos, por falta de “dinheiro para os manter em funcionamento”. Lamentou ainda o “desinvestimento” que se verificou nos últimos dois anos ao nível da criação de novas equipas de sapadores, bem como os montantes atribuídos às organizações que fazem a sua gestão, o que contrasta com o “investimento” feito em meios de combate. “Continua-se a gastar 5 ou 6 vezes mais em meios de combate do que em prevenção, há dois anos que não há apoios para a criação novas equipas, sendo certo que os montantes para o combate continuam a aumentar”, constata Vasco Campos, fazendo notar que apesar de existirem “outros mecanismos de prevenção”, os sapadores florestais “ por aquilo que representam em termos de dinamização dos meios rurais, chegando a locais mais recônditos onde outros meios não chegam, deviam continuar a ser uma aposta nesta área”. “O ideal era atingir o objectivo das 500 equipas inicialmente previsto” afirma o dirigente da CAULE, para quem estes actores têm uma relação “custo/ beneficio elevadíssimo”, quando comparado com outras estruturas e meios operacionais. “Eles são os verdadeiros soldados da paz, trabalham todo o ano na floresta, são quem a conhece melhor, penso que ninguém está mais habilitado do que eles a defendê-la”, considera ainda o presidente da Associação Florestal da Beira Serra, que arrancou com a primeira equipa em 2001, dois anos depois de terem sido criadas no país. 
Com o objectivo de “valorizar” aquela que é considerada “uma peça fundamental” na defesa da floresta contra incêndios, o presidente da CAULE aproveitou para desejar que a próxima época de fogos florestais seja mais calma que 2012, fazendo votos para que os sapadores do distrito se voltem a encontrar daqui a um ano, e se possível ainda mais reforçados.           


Publicado a 7 de Junho de 2013 por CAULE

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