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11 de junho de 2013

A dívida da Câmara Municipal de Coimbra *

Há dias, detive-me numa análise às contas do Município de Coimbra e sobre os exercícios dos últimos anos. No final do ano de 2012, a Câmara Municipal de Coimbra apresentou uma execução orçamental de cerca 100 milhões de euros e uma dívida de perto de 72 milhões de euros no seu total. Ou seja, a dívida representa actualmente cerca de 72% da execução orçamental do município.
Recuei uns anos na análise, a 2001, para avaliar qual a situação que a coligação PSD/CDS que governa Coimbra – a mesma que governa actualmente o País – herdou quando assumiu funções.
Em 2001, a execução orçamental do Município era de cerca de 60 milhões de euros e tinha uma dívida à volta dos 9 milhões de euros. Assim, a dívida representava, à época, cerca de 15% da execução orçamental. No entanto, o Município tinha, nessa altura, disponibilidades financeiras de cerca de 14 milhões de euros superando largamente o já referido valor da dívida.
Há, desta forma, uma diferença colossal e que salta à vista de cada um. Em 2001, o Concelho de Coimbra, liderado por Manuel Machado, vinha e estava num ciclo de investimentos significativos que marcaram e mudaram a vida dos cidadãos para melhor e de que são exemplos a Ponte Europa, a Circular Externa, o Estádio Municipal e o Parque Verde, entre outros.
De 2001 até ao final de 2012, e no que já levamos de 2013, pouco ou nada de relevante aconteceu de estruturante em todo o concelho e que possamos reconhecer como sendo uma clara mais valia para os munícipes.
Nem sequer se pode afirmar que o aumento da dívida tivesse sido pelo investimento em infra-estruturas básicas como abastecimento de água e saneamento, uma vez que estas ou não foram efectuadas pelo investimento directo do Município e/ou foram financiados por fundos de coesão estruturais da União Europeia.
Por outro lado, a vida dos cidadãos em Coimbra ficou mais cara no que diz respeito a taxas e impostos cobrados pela Câmara Municipal e de que são exemplos gritantes os aumentos do preço da água e dos transportes públicos, entre outros.
Ou seja, em 12 anos de coligação de PSD/CDS a governar o concelho de Coimbra, aumentaram-se as taxas e impostos em serviços disponibilizados à população e a dívida do Município cresceu brutalmente e incompreensivelmente, sem que, neste período, se fizessem obras significativas e se investisse em infra-estruturas básicas, seja para as alargar ou seja para as melhorar e modernizar.
Nos últimos doze anos os cidadãos passaram a dever quase cinco vezes mais do que deviam, mas passaram a ter uma qualidade de vida pior!

*artigo de opinião originalmente publicado na edição do "Diário de Coimbra" de 10.06.2013

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