Especialista garante que escada de peixe cumpre objectivos - PENACOVA ACTUAL

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6 de junho de 2013

Especialista garante que escada de peixe cumpre objectivos

Entre Janeiro e Abril deste ano, subiram a escada de peixe do Açude-Ponte cerca de 1.500 lampreias, três mil sargos e 8 mil tainhas, números que, na perspectiva de Pedro Raposo Almeida, docente da Universidade de Évora, demonstram a eficácia da estrutura, inaugurada em Coimbra em Dezembro de 2011.

Nas Jornadas do Ambiente, promovidas pela Câmara Municipal de Coimbra, o professor universitário lamentou a pesca de «toneladas de sáveis» no estuário do rio Mondego, realçando que, tal como estava previsto nos estudos que antecederam a construção da passagem de peixe, o investimento de 3,5 milhões de euros será reposto «em 10 anos», até porque estão em causa espécies com «valor comercial», sublinhou Pedro Raposo Almeida.
Numa análise aos «constrangimentos à emigração» que os peixes enfrentam, o docente da Universidade de Évora criticou a pesca «irracional» nos estuários, que surge como primeiro problema, a que se seguem as barragens.


Aliás, só no que nos respeita à lampreia, a Península Ibérica perdeu 80% desta espécie, precisamente pelas «agressões» durante o processo migratório, frisou, realçando que, no caso concreto da escada de peixe do rio Mondego, será possível um «incremento de 250% de habitat».
Recorde-se que dos 15 quilómetros, entre Formoselha e o Açude-Ponte, as espécies passam a ter mais de 37 quilómetros navegáveis.
Nas jornadas que o Departamento de Qualidade de Vida da Câmara Municipal de Coimbra organizou para assinalar o Dia do Ambiente, várias questões estiveram em análise, ontem, na Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC).
José Vilhena, chefe de divisão de parques e jardins do município, realçou que Coimbra «tem corredores verdes quase perfeitos», acrescentando que, no âmbito da candidatura a Património da Humanidade, tanto o Parque de Santa Cruz (Jardim da Sereia), como a Avenida Sá da Bandeira estão ao abrigo de planos de salvaguarda. Tanto que, por exemplo, para proceder ao abate de uma árvore é necessário «pedir autorização ao IGESPAR».  
Já Carla Ferreira, da ESAC e Universidade de Aveiro, alertou para a necessidade de alteração do uso do solo para prevenir o risco de cheias, com destaque para o papel dos espaços verdes.

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