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20 de julho de 2013

CCDRC - Emprego é prioridade no plano de acção regional

CCDRC aceita, até final de Julho, contributos dos cidadãos para o documento estratégico que apresentará à Comissão Europeia

A criação de emprego, a competitividade e internacionalização do tecido empresarial, a inovação e o empreendedorismo fazem parte das prioridades definidas pelo Plano de Acção Regional no eixo da economia. A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) realizou um documento estratégico em co-autoria com mais de 300 entidades da região e coloca-o agora à discussão pública, convidando os cidadãos a dar os seus contributos.  
O plano espelha «ideias interessante do que é e do que deve ser a região Centro, com contributos muito ricos de várias entidades, desde agências de desenvolvimento local, autarquias, empresas, instituições de ensino superior, ONGs, sindicatos, etc.», explicou ontem o presidente da CCDRC Pedro Saraiva.
Ser líder na inovação, alcançar os 20% do PIB, esbater em 10% as assimetrias territoriais, aumentar para 40% a percentagem de população jovem com formação superior e colocar o desemprego em menos de 70% da média nacional são ambições deste plano estratégico para 2014-2020.
Pedro Saraiva lembrou que na região Centro está 22% da população do país e que a percentagem do PIB tem vindo a descer desde 2000, situandos-se, em 2011, nos 18,23%. Ainda assim, são motivos de «orgulho» o ritmo de exportações - 110 euros exportados por cada 100 importados - a elevada percentagem de jovens com qualificação superior (22,8%, a segunda maior do país) ou a menor taxa de abandono escolar precoce.
De acordo com o presidente da CCDRC, a taxa de desemprego era, no fim do primeiro trimestre deste ano, 13,3%, o que, não sendo positivo, torna o Centro a região com menor taxa de desemprego do país.
O reforço do potencial humano, a coesão social e territorial, a atractividade e qualidade de vida dos territórios - área em que entram questões de acessibilidades e mobilidade, como a sugerida ligação ferroviária entre Aveiro e Salamanca -, a sustentabilidade dos recursos e o ambiente constituem os restantes eixos do plano que ainda aguarda contributos sub-regionais, alinhados com autarquias das NUT
III, e que será apresentado à Comissão Europeia.
Portugal deve receber um pacote de cerca de 20 mil milhões de euros de fundos estruturais, estando por definir como será repartido pelos programas operacionais regionais e pelos programas temáticos nacionais. O Centro recebeu 1.700 milhões de euros do QREN (2007-2013), a que se somaram outros fundos, por exemplo do Programa Operacional do Potencial Humano (POPH), e Pedro Saraiva espera que no próximo quadro de apoio comunitário exista um reforço dos valores.

Jornalista Andrea Trindade 

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