Em dia da Freguesia, a entrevista de João Azadinho à "Comarca de Arganil" - PENACOVA ACTUAL

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27 de julho de 2013

Em dia da Freguesia, a entrevista de João Azadinho à "Comarca de Arganil"

Travanca do Mondego vai estar em festa. Na manhã de hoje, sábado, dia 27 de Julho, serão realizadas visitas ao interior da Barragem da Aguieira e à noite haverá Fados de Coimbra pelo Quarteto Guitarras de Coimbra Aeminium.

No dia seguinte vai decorrer uma sessão solene com homenagem a pessoas que desde há vários anos têm ajudado a desenvolver actividades e a dinamizar as instituições da freguesia. De seguida actuam o Grupo de Cavaquinhos da Rebordosa, havendo a tasquinha da associação que servirá a tradicional chanfana.
Com o fim de autonomia como freguesia ouvimos o presidente da Junta de Freguesia, João Azadinho

Como se sente a assinalar a festa do Dia da Freguesia pela última vez?
 Será a ultima vez que será comemorado comigo como presidente de Junta de Freguesia, mas tenho esperança que não seja a última vez que ela se realize. Quando em 2010 iniciámos esta comemoração, foi para lembrar o nosso padroeiro S. Tiago. São dias virados para a nossa população e nossas instituições, daí termos prestado homenagens aos anteriores presidentes de Junta, a instituições da freguesia e do concelho.
É urna festa que foi muito bem aceite pela população, que adere sempre de forma numerosa e voluntária.
Com a reorganização das freguesias, a gestão de duas freguesias será feita por um único e executivo. A freguesia Travanca do Mondego continuará a existir e Tiago continuará a ser seu padroeiro.
Assim, espero que próximo executivo União das Freguesias de Oliveira do Monde e Travanca do Mondego mantenha, neste ou noutros moldes, este dia festa.
Neste seu mandato sente que fez pela freguesia o melhor foi possível?
Recordo que Travanca do Mondego, nos últimos 16 anos, tinha tido o mesmo presidente de Junta. Quando tomei posse senti alguma confiança relativamente ao que podia vir a faz dado que a minha vi pessoal e profissional não era em Travanca Mondego. Após a minha eleição, mantive sempre uma proximidade junto da nossa população contei também com grande apoio dos outros membros do executivo: António Sousa e a Jacilene Rosas e também do presidente da Assembleia, Alberto Marmelo. Acho que funcionámos bem como equipa.
Respondendo mais pergunta, acho que fizemos o melhor possível dentro do contexto actual que vivemos.
Com as transferências do poder central a diminuir, quem ocupa estes lugares tem de fazer uma gestão muito cuidada de onde os dinheiros públicos são gastos.
Qual o seu sentimento em relação à agregação da sua freguesia à de Oliveira do Mondego?
O sentimento foi sempre de revolta por sentir que se está a fazer uma reforma por fazer, ou para “troika ver”. Começou-se por desenhar as freguesias a régua e esquadro, sem se definirem quais as suas novas competências, que até hoje não se conhecem. Não se resolve problema nenhum do país com esta medida e só vem contribuir para que cada vez mais as pessoas se afastem das decisões e do poder local.
Agora resta o conformismo e tentar que a população sinta o menos possível este novo mapa de freguesias, tentando que os serviços e a proximidade se mantenham.
Ao sair o que gostava de executar e não conseguiu fazer?
Daquilo que idealizei quando assumi este lugar, fica uma mágoa por não ter conseguido arranjar um espaço público junto à Barragem da Aguieira. Temos do nosso lado excelentes vistas sobre a albufeira e que poderiam ser óptimas zonas de lazer. Vivemos sempre de costas voltadas para a barragem, não aproveitando o potencial que temos...podia ser apenas uma primeira fase e de certa forma evitar que aqueles terrenos se encontrem como estão... Claro que apenas com o orçamento da junta não seria possível fazer algo digno...
Apesar de não ser das competências da Junta de Freguesia, o saneamento continua num impasse. O Município de Penacova tem concluído a sua parte, mas a construção da ETAR, da responsabilidade das Aguas do Mondego, continua por fazer.
E qual a obra que mais o satisfaz?
 A preocupação deste executivo nunca foi de fazer grandes obras. Os grandes investimentos foram sem dúvida em pavimentações de estradas e construção de valetas e passeios. Depois foi a manutenção dos nossos espaços públicos, parque de lazer, cemitério, escola, limpezas de ruas...
Mas o que mais me satisfaz destes anos de mandato foi as actividades que se foram realizando e que contamos sempre com a adesão das pessoas. O Dia da Freguesia é disso um exemplo, mas também a Apanha da Azeitona, o Dia da Criança, Música no Parque entre outras. Conseguir unir; as pessoas sem se olhar a cores políticas, clubísticas ou outras, foi sem dúvida a maior satisfação, para mim, como Presidente de Junta.
Transcrição de Pedro Viseu


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