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8 de julho de 2013

Mergulhadores dos Bombeiros resgatam vítima, já sem vida, do fundo de uma lagoa em Tábua

Hélder Castanheira e Cristina Matos tinham casado na passada quarta-feira. Na madrugada de ontem, perderam a vida quando regressavam a casa.


O despiste de um automóvel, seguido de queda numa lagoa artificial, ao início da madrugada de ontem, em Covelo, no concelho de Tábua, provocou a morte dos dois ocupantes da viatura. Hélder Carvalho e Cristina Matos tinham casado na passada quarta-feira e acabaram por encontrar a morte juntos, quando se deslocavam para casa, depois de terem estado a jantar em Covelo de Cima, em casa da irmã de Hélder Castanheira, a escassos quilómetros do local do acidente.
Após uma recta, o carro não fez a curva à direita, acabando por seguir em frente. Percorreu 50 metros num terreno agrícola, derrubou uma vedação e ultrapassou uma barreira em terra até cair numa lagoa de uma antiga exploração de barro para cerâmica, sem que as vítimas tivessem tido oportunidade de se salvarem. Segundo os bombeiros, a lagoa tem pontos em que a profundidade atinge os 10 metros.
O alerta para o acidente foi dado à 1h27 da madrugada de ontem pela moradora de uma casa mesmo ao lado da lagoa.
«Ouvi aquele barulho e pensei que estavam a assaltar-me, outra vez, a casa. Vou a correr à janela do sotão e não queria acreditar no que via: um carro a deslizar na água e pessoas a gritarem», contou Maria Carvalho, antes de lamentar: «Ainda estava viva, porque ouvia-a gritar, mas não podia fazer nada».
Ainda na madrugada de ontem, o Ford Focus foi retirado de dentro de água, de onde também foi recolhido o corpo de Cristina Matos que, quando os bombeiros chegaram a Covelo, «apareceu a boiar», disse Victor Gomes, adjunto do comando dos Bombeiros Voluntários de Tábua. Apesar de várias tentativas de reanimação, a professora, que era quem conduzia a viatura, já saiu cadáver do local.
Inicialmente, pensou-se que Cristina Matos seria a única ocupante da viatura, mas, após algumas diligências encetadas pela GNR, foi possível apurar que também um homem seguia na viatura. As buscas foram, então, retomadas ontem de manhã, tendo o corpo de Hélder Castanheira, também já cadáver, sido resgatado do «fundo da lagoa» quando passavam poucos minutos das 11h00.
O casal residia na aldeia de Nabaínhos, na freguesia de Melo, no concelho de Gouveia, de onde Cristina Matos, professora de 51 anos, era natural. Já Hélder Castanheira, de 40 anos, nasceu na aldeia de Covelo de Cima, na freguesia de Covelo, no concelho de Tábua, e dedicava-se à agricultura.
Deixa um filho menor, com 12 anos, fruto de uma relação anterior. O afogamento era apontado como a causa provável da morte de Cristina Matos, que, no ano lectivo de 2012/2013, deu aulas em Celorico da Beira, e de Hélder Castanheira, cujos corpos foram transportados para o Instituto Nacional de Medicina Legal, em Coimbra, para serem autopsiados, de modo a ser determinada a causa concreta das mortes. Ontem, no local do acidente, enquanto decorriam as buscas para encontrar o corpo do homem de 39 anos, muitos foram os populares que ali se concentraram. Os familiares de Hélder Castanheira também lá estavam, com o desespero e a impotência de nada poder fazer para salvar o seu ente querido a tomar conta da irmã do trabalhador agrícola. «Conhecia-o bem, guardámos ovelhas juntos e fomos os dois à inspecção para a tropa. Estou chocado. Não sei como isto aconteceu. Era um bom rapaz, trabalhador e uma pessoa espectacular», resumiu Basílio Lourenço, residente em Covelo de Cima.
Além da GNR, equipas de mergulhadores dos Voluntários dePenacova e dos Sapadores de Coimbra, assim como efectivos dos Bombeiros Voluntários de Tábua, foram mobilizados para a lagoa de Covelos. DC

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