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4 de setembro de 2013

Chamas destruíram desde Janeiro 94 mil hectares de floresta

Área ardida até final de Agosto é 25% superior à do ano passado, apesar de menor número de fogos.


Os incêndios florestais consumiram, até final de Agosto, uma área de 94.155 hectares, mais 25 por cento do que em igual período de 2012, segundo o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
O último relatório provisório de incêndios florestais do ICNF adianta que, entre 1 de Janeiro e 31 de Agosto, registaram-se 14.143 ocorrências de fogo, menos 1.690 do que no mesmo período de 2012, que resultaram em 94.155 hectares de área ardida.
Segundo os dados do ICNF, em 2003, 2004, 2005 e 2010 a área ardida até 31 de Agosto foi superior aos valores registados este ano.
«Comparando os valores do ano corrente com o histórico dos últimos 10 anos, destaca-se que se registaram menos 15 por cento de ocorrências relativamente à média verificada no decénio e que ardeu menos 20 por cento do que o valor médio de área ardida no mesmo período», lê-se no relatório do ICNF.
O maior incêndio do ano, registado até à data, começou a 9 de Julho no concelho de Alfândega da Fé (Bragança) e estima-se que terá consumido uma área de 14.912 hectares, dos quais cerca de 11.980 são espaços florestais, indica o mesmo documento.

Fazer o levantamento das situações mais graves

 Ontem, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, afirmou que está a ser feito um levantamento das situações mais graves causadas pelos incêndios para que possa ser dada a resposta adequada, com «grande eficiência e prontidão».
«O que está previsto é a continuação do dispositivo da comissão interministerial que no ano passado funcionou, aquando do incêndio do Algarve, e que teve boa capacidade de resposta. As câmaras estão a proceder aos levantamentos das situações mais complicadas e serão comunicadas a essa comissão, coordenada pelo secretário de Estado da Administração Local, para que possa haver a resposta adequada», afirmou.
O ministro explicou que existem patamares distintos de intervenção e que o levantamento rigoroso das situações é essencial. «Existem patamares diferentes, por isso o levantamento é necessário nos locais onde as situações foram mais graves ao nível dos incêndios. A ideia é que a resposta aconteça como no ano passado, com grande eficiência e prontidão às situações mais graves», salientou.
Miguel Macedo lembrou que na segunda-feira ocorreram mais de 300 ignições no país, algumas em locais de difícil acesso, e elogiou o esforço dos bombeiros na defesa dos bens e das pessoas. «Nas últimas duas semanas ocorreram tragédias que vitimaram cinco bombeiros e deixaram outros em estado grave. Tenho acompanhado a situação ao minuto e sou uma dolorosa testemunha desta realidade», afirmou o governante.


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