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7 de outubro de 2013

OPINIÃO: Autárquicas 2013

Retomo hoje, após período de interregno pelo facto de ter sido candidato autárquico e simultaneamente responsável político no distrito de Coimbra pelas candidaturas autárquicas do Partido Socialista, a minha colaboração com o Diário de Coimbra. Felicito todos os candidatos de todos os Partidos e de todos os Movimentos! Felicito a Democracia e todos os portugueses que dignificaram o acto eleitoral com a sua participação!
E foram, precisamente, estas eleições autárquicas um momento político marcante para o País e para o Distrito.
No País, o Partido Socialista venceu as eleições de forma clara seja quais forem os critérios de análise. A conquista da presidência de 150 Municípios traduziu-se numa grande vitória eleitoral autárquica que permitiu a conquista da presidência da Associação Nacional de Municípios Portugueses o que acontece apenas pela segunda vez. A dimensão da vitória autárquica do PS traduz, inevitavelmente, quatro evidências: 1) a recuperação da confiança dos eleitores no Partido Socialista após a derrota eleitoral nas legislativas de 2011; 2) a afirmação dos projectos políticos e da qualidade dos candidatos autárquicos do PS; 3) a afirmação de António José Seguro como líder do PS e candidato a Primeiro-Ministro; 4) a penalização do Governo e das políticas que tem implementado nos últimos dois anos.
No distrito de Coimbra, o Partido Socialista alcançou um resultado absolutamente histórico a que corresponde o melhor resultado de sempre desde que há eleições autárquicas livres e democráticas, ou seja, desde 1976. Com efeito, em dezassete Municípios o PS conquistou a presidência de doze (o máximo até hoje havia sido no já longínquo ano de 1989 com a presidência de dez Municípios) sendo que a votação nacional no PS foi de 36,25% enquanto que no distrito de Coimbra subiu para 42,24%.
Destaca-se a grande vitória eleitoral em Coimbra - liderada por Manuel Machado cujas qualidades de competência, dedicação e empenho foram novamente reconhecidas e que, estou absolutamente certo, será novamente um autarca capaz de Valorizar Coimbra – que se traduz na reconquista para o PS da terceira mais importante Câmara do País e a mais importante da Região Centro. Ou seja, uma das maiores vitórias autárquicas do PS no contexto nacional!
Destaca-se também a vitória eleitoral em Vila Nova de Poiares - liderada por João Miguel Henriques que foi um excelente candidato e que tem qualidades técnicas, humanas e políticas para ser um grande Presidente de Câmara - num Município que o PS conquistou pela primeira vez!
O Partido Socialista obteve ainda importantes vitórias em Miranda do Corvo e Montemor-o-Velho onde recuperou os respectivos Municípios ambos liderados há 12 anos pelo PSD. Renovou de forma expressiva vitórias nos concelhos de Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Góis, Lousã, Oliveira do Hospital, Penacova, Soure e Tábua.
Também nas Juntas de Freguesia o Partido Socialista aumentou de forma muito significativa as vitórias eleitorais (percentualmente, pois só assim é possível fazer esta análise atendendo ao processo de agregação de freguesias imposto por este Governo), cabendo, aqui, uma justa e reconhecida homenagem ao contributo de centenas de candidatos às autarquias de freguesia, gente abnegada, em muitos casos autênticos “arquitectos” de grandes vitórias eleitorais, homens e mulheres com genuína e verdadeira entrega ao serviço público e à comunidade que servem.
Tudo junto, o resultado do distrito de Coimbra traduziu-se na maior vitória autárquica do PS no País, acompanhada de perto apenas pela Madeira e pelo distrito de Faro! O PS perdeu apenas nos concelhos de Arganil, Cantanhede, Mira, Pampilhosa da Serra e Penela, onde se bateu igualmente de for ma digna e honrada pelo que também estes são vencedores!
Destas eleições duas notas negativas: 1) a elevada abstenção activa (votos brancos e nu los) e passiva (cidadãos que não votaram). No País a abstenção activa somou mais votos do que o próprio Bloco de Esquerda. Mo ti -

vos para análise e reflexão! 2) o recuo de trinta anos do País no apuramento dos resultados eleitorais. No século XXI, num Mundo de tecnologias e comunicações, é inacreditável a forma amadora e impreparada como o Estado lidou com a Democracia .

Artigo de opinião, originalmente publicado na edição do Diário de Coimbra de 07.10.2013 

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