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13 de novembro de 2013

FEIRA DO MEL E DO CAMPO - Dar a conhecer o que é endógeno e típico de Penacova

No próximo fim-de-semana há Feira do Mel edo Campo, com o tradicional magusto, mas ao longo de todo o mês é à mesa que se servem os míscaros e o sarrabulho


Quatro vezes por ano, conforme a época, há festivais gastronómicos, cada um com sua temática; e uma vez por ano, sempre por altura do S. Martinho, as castanhas tomam conta do arraial, onde o mel e os produtos do campo também têm o seu espaço de destaque. Novembro é, nesta linha, um mês de gastronomia e de produtos endógenos, “acolhendo” a realização de dois eventos - “Mês dos Míscaros e do Sarrabulho” e “Feira do Mel e do Campo” – que se enquadram na aposta da Câmara de Penacova: dar visibilidade aos produtos que são de toda uma região, mas são também, especialmente, de Penacova. Dois eventos, uma finalidade: «valorizar o que é nosso», disse ontem o presidente da autarquia, Humberto Oliveira.

Mais de uma dezena de restaurantes do concelho responderam ao repto da Câmara Municipal, promovendo, ao longo de todo o mês, os míscaros (em arroz) e o sarrabulho, ganhando em troca a clientela e a promoção da autarquia. «São dois produtos que têm a ver com a nossa história, a nossa tradição e cultura», afirmou o autarca, numa conferência que foi de apresentação, mas também de apelo aos sentidos, porque a mesa esteve posta com aquilo que se quer promover.

Humberto Oliveira lembra-se de «ir aos míscaros». Era assim antigamente entre a população. «Queremos que este produto tenha no futuro a importância que já teve. É de toda a justiça», afirmou o autarca que, ao promover um festival que gira à volta dos míscaros, está a promover a restauração do concelho e a «capacidade de fazer deste um prato de eleição». Na verdade, sublinha, a vantagem de Penacova ao realizar este certame é ter restaurantes que «sabem cozinhar» este produto.

Igualmente integrante a cultura popular, está o sarrabulho. «Novembro é o mês da matança», recorda o autarca de Penacova, para justificar a temática do festival.

Castanhas com mel

Mantendo aquilo que já é uma tradição, no próximo fim-de-semana, de sexta-feira a domingo, decorre a Feira do Mel e do Campo, que se junta ao ancestral magusto que, com esta “roupagem” que a autarquia lhe deu há alguns anos, não se resume a «febras e castanhas », mas constitui um
evento de clara promoção dos produtos do campo, onde o mel tem especial relevo. Humberto Oliveira lembra, de resto, que a produção de mel no concelho é bem mais expressiva do que parece, havendo toda uma restante área agrícola que se promove neste certame.

Ao todo, são 30 stands, todos oriundos do concelho de Penacova, que vão vender o mel e os restantes produtos do campo. Quem visita a feira tem gostado, já que, assegura o autarca,
«a adesão do público tem vindo a aumentar de ano para ano».

Castanhas e febras grelhadas em festa tradicional

O ancestral magusto esteve na origem da realização da Feira do Mel e do Campo.
As castanhas e as febras grelhadas voltam domingo ao Parque Verde de Penacova, num dia de festa para toda a comunidade. Mas o evento começa antes, às 18h00 de sexta-feira, com a inauguração oficial da feira, acompanhada de animação musical. Sábado, a partir das 17h00, abrem-se as portas do recinto que, às 22h00, é palco de baile com o conjunto Fax, seguido da actuação do DJ Nuka. Domingo, às 11h00, abre o recinto  e começam a chegar os representantes da Casa do Concelho de Penacova em Lisboa. às 14h30 actuam os Cavaquinhos da Rebordosa e às 15h30 sobe ao palco Carlos Branco. O magusto decorre às 16h00.

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