EN 110 continua fechada e sem data para reabrir a circulação

Já passou mais de uma semana e o cenário da derrocada na Estrada Nacional (EN) 110 continua na mesma. As pedras de grande porte que caíram perto de Foz Caneiro, Penacova, continuam a ocupar a via, que se encontra totalmente encerrada à circulação. Continua também por saber quando é que a estrada poderá ficar desimpedida e quais são os reais perigos de nova derrocada.



Fonte da Estradas de Portugal (EP), garante penas que «ainda não há condições de segurança para remover as pedras da via» e não há, sequer, uma previsão de quando tal poderá acontecer. «A EP tem mantido informadas as entidades locais e ainda não é possível, em condições de segurança, proceder à remoção das pedras», refere a mesma fonte. Ao presidente da Câmara de Penacova, o director de Estradas, «em conversa», apontou o final desta semana como prazo para a conclusão do projecto de intervenção, para se decidir, então, «que decisões tomar para a reabertura da via», explicou Humberto Oliveira.

Certo é, garante o autarca, que até ao dia de ontem não havia qualquer informação pelo que hoje irá tentar «um contacto» com o director de Estradas. Preocupante é também, segundo Humberto Oliveira, o transporte público pela Transdev, que, naquela zona tem muitos utilizadores, que está a ser feito pela EN17, por Poiares, e que demora «uma hora a mais que o normal». Defende, por isso, uma «articulação» com a Transdev no sentido de encontrar «novos horários». As populações de Caneiro, Rebordosa e Chelo (Penacova), são as mais afectadas, tendo como alternativas na sua deslocação a Coimbra o IP3, a EN17 ou subir a serra de Lorvão e entrar na cidade pelo Tovim


Apelo à mobilização

A «falta de informação» por parte da EP e o «corte demorado» da estrada levou um munícipe – Jorge Neves - a apelar à mobilização dos utentes, amanhã, às 15h00, junto ao Caneiro, «para manifestar a sua indignação e articular acções futuras caso a estrada permaneça encerrada, que pode passar por uma deslocação em auto-caravana até à Delegação da Estradas de Portugal em Antanhol, Coimbra, na próxima semana», lê-se num comunicado.

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