EN 110 fechada um mês para primeira fase de obras

Empreitada foi ontem consignada, menos de um mês após derrocada, um tempo recorde, segundo o presidente da Estradas de Portugal, António Ramalho



As máquinas começaram ontem a trabalhar no sentido da reposição do trânsito automóvel na EN 110, entre a Foz do Caneiro e o Casal da Misarela, uma intervenção que se vai estender por 90 dias, os primeiros 30 com corte total da circulação.

O auto de consignação à empresa Extraco, SA, contou com a presença do presidente da Estradas de Portugal (EP), António de Ramalho, que explicou aos jornalistas tratar-se de um tempo recorde o que decorreu entre a derrocada de dia 15 de Janeiro e o início das obras.

«Depressa e bem não há quem», disse, parafraseando o ditado popular, para lembrar que a EP «realizou o projecto em 23 dias, um tempo que desafia qualquer um em Portugal», mas, como frisou, «pôde fazer-se o projecto mais rápido porque utilizámos o estudo geológico de uma situação idêntica verificada ao quilómetro 62 do IP3 (junto à Águas de Penacova). Senão, teríamos de fazer estudos adicionais e demoraria mais o lançamento da obra».

A intervenção ontem iniciada utiliza uma grua, que suporta uma máquina robotizada, controlada remotamente, que vai proceder à limpeza da crista do talude e à remoção de terra vegetal e pedras soltas.

Esta primeira fase terá 30 dias de duração e obriga ao corte total do trânsito, porque, segundo António Ramalho, «é crítica, para segurança de quem usa a estrada e para quem cuida dela», frisando que «Carlos Medeiros (o trabalhador ferido a 15 de Janeiro) felizmente está bem, mas poderia ter sido ao contrário».

 A obra contempla a ancoragem de todo o talude, com um total de 128 pregos de aço de 32 milímetros, a colocação de fibras metálicas e camadas de betão projectado, assim como a colocação de um muro de espera na base, como reserva de segurança. Nesta segunda fase, de 60 dias, o trânsito funcionará alternado.

António Ramalho aproveitou para refutar as críticas do movimento de cidadãos e da Câmara de Penacova, e lembrou que, logo no dia da derrocada, foram iniciados contactos com a autarquia, que «tem estado permanentemente a ser informada e com quem tivemos reuniões técnicas  », afirmando acreditar «que em Penacova não há memória curta em relação à eficiência da Estradas de Portugal», numa referência à forma célebre como há 10 anos decorreu o processo de projecto e construção de uma travessia completamente nova sobre o Mondego, na sequência da ruptura de um tirante da travessia da Ponte José Luciano de Castro, de 1907.

Percurso alternativo aumenta viagem em 36 quilómetros

O presidente da Estradas de Portugal refutou que os percursos alternativos para Coimbra obriguem a percorrer mais 60km, considerando que, pela hipótese mais distante (IP3), os habitantes de Foz do Caneiro circulam mais 36km, podendo optar pela via que passa pelo Roxo. Adiantou que «75% 

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