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9 de fevereiro de 2014

ER235 - Estrada regional em Penacova continua a ceder com a chuva

Chuva tem provocado danos na via que está condicionada há um ano. Pesados estão proibidos de passar, esperando-se que a obra possa começar em breve.


A chuva intensa que tem caído está a provocar aluimentos na ER235 que, recorde-se, está com trânsito condicionado há cerca de um ano em virtude do desabamento de terras. Nos últimos dias a situação piorou, o que motivou uma deslocação, ao local, dos Bombeiros Voluntários de Penacova e do presidente da Câmara de Penacova, acompanhados por técnicos da autarquia, para nova avaliação ao estado da via. Tomaram-se medidas adicionais e os pesados estão, desde sexta-feira, impedidos de circular.

«Com esta chuva que tem caído tem-se notado que o estado de degradação se tem acentuado», explicou o comandante dos Bombeiros de Penacova, falando em «aluimento contínuo» da via naquele ponto, entre o Largo de Dona Amélia, em Penacova, e a localidade da Ponte.

Há cerca de um ano, quando o talude cedeu, a via esteve totalmente encerrada ao trânsito, abrindo, meses mais tarde, apenas à circulação de ligeiros por uma das faixas. Mas os veículos pesados, ainda assim, continuaram a passar. Desde sexta-feira, contudo, que a autarquia procedeu a um estrangulamento da via e à colocação de separadores de betão, para impedir a passagem de pesados. Uma «decisão técnica», diz o comandante António Simões, afirmando que, mantendo-se o mau tempo é impossível assegurar a estabilidade do local. «Ninguém pode garantir a segurança dadas as condições atmosféricas», afirma.

O presidente da Câmara de Penacova, confirma, igualmente, a instabilidade dos terrenos. «Continua a ceder, o que não é de estranhar, atendendo à pluviosidade», diz Humberto Oliveira, que não deixa de lamentar a necessidade de a autarquia ter tido de tomar uma medida adicional, que já estava no terreno mas não era respeitada pelos condutores dos veículos pesados.

O concurso público para a reparação de via já se realizou  e a obra já está adjudicada. «Estamos a avaliar algumas condições com o empreiteiro, mas todo o processo concursal está concluído», assegura o autarca, acreditando que, no máximo em Abril, a obra estará a decorrer, com um prazo de execução de seis meses. Está previsto um investimento de 620 mil euros, e a não serem encontradas formas de financiamento, terá de ser o município a suportar os custos da obra. A solução encontrada, segundo Humberto Oliveira, passa por uma solução de «pregagens» nos taludes de ambos os lados da estrada, semelhante à intervenção feita nos taludes do IP3, em que é feita a injecção de betão para o interior do talude que é, depois, amarrado a zonas seguras.

Entretanto, os moradores de duas casas que há um ano foram afectados pela derrocada continuam sem poder regressar a casa e só o farão, diz Humberto Oliveira, quando a obra estiver concluída e «os terrenos estabilizados» 


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