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17 de abril de 2014

EN110 - reabre ao trânsito três meses depois da derrocada

A Estradas de Portugal anunciou a reabertura ao trânsito, hoje, da Estrada Nacional (EN) 110, em Penacova, depois da conclusão dos trabalhos de pregagens necessárias para estabilização do talude. Contudo, “a circulação no local far-se-á de forma alternada e está devidamente sinalizada”, refere a Estradas de Portugal.


A via, que liga Penacova e Coimbra/Portela, esteve cortada à circulação do trânsito durante três meses, após uma derrocada ocorrida na zona de Foz do Caneiro, Penacova, a 15 de janeiro. Quase um mês depois da derrocada, foi constituída uma comissão de utentes, que organizou uma manifestação para exigir o início da empreitada da remoção do talude que desabara. Pressionando sempre a Estradas de Portugal para a célere realização das obras, a Comissão de Utentes alertou para “os transtornos” que o corte da estrada ao trânsito provocava aos moradores da área, que chegavam “a passar mais de duas horas em transportes públicos”, em vias alternativas, quando a viagem, por aquela estrada, demorava cerca de meia hora.

Prejuízos para as populações

Os moradores mais afetados pelo corte da estrada eram os das zonas de Foz do Caneiro, Rebordosa, Chelo e Loredo, mas também os residentes de concelhos do interior da região, como Tábua, Côja e Arganil.

Agora, com a conclusão dos trabalhos de pregagens, “ficarão por efetuar um conjunto de trabalhos não críticos, tal como drenagens, limpeza e projeção de betão, que implicarão o fecho da estrada em períodos pontuais”, que serão “coincidentes com a altura do dia em que se regista menor tráfego”, refere ainda a Estradas de Portugal, no comunicado ontem divulgado.

“Esta solução permite os movimentos pendulares da população e tem vantagens evidentes, uma vez que os trabalhos fundamentais para a garantia das condições de segurança de exploração serão concluídos no mais breve intervalo de tempo”, considera a Estradas de Portugal, numa referência aos transtornos que o fecho da via ao trânsito causava aos utentes. | Dora Loureiro


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