XI CAPÍTULO CONFRARIA DA LAMPREIA - Oito mil lampreias subiram escada de peixe em 2013 - PENACOVA ACTUAL
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6 de abril de 2014

XI CAPÍTULO CONFRARIA DA LAMPREIA - Oito mil lampreias subiram escada de peixe em 2013

Número de espécies que subiram o rio espantou equipa de monitorização, o que, segundo a Confraria da Lampreia, justifica a necessidade da obra

Só no ano passado, subiram a escada de peixe, em Coimbra, oito mil lampreias e, no universo das espécies piscícolas subiram o rio naquela zona mais de 800 mil exemplares. «O açude em Coimbra tem, finalmente, uma verdadeira escada de peixe», disse ontem o mordomo-mor da Confraria da Lampreia, durante a realização do XI Capítulo da Confraria, frisando ainda que, só em Janeiro deste ano, e ainda sem relatórios finais, já terão subido a escada de peixe mais lampreias do que em todo o ano passado.

Fernando Lopes deu conta dos números para mostrar a importância que constitui a obra que, afinal, custou «4,5 milhões de euros, mas logo no primeiro no representou um resultado muito significativo». Na verdade, reconhece, o que conseguiu «espantou» a própria equipa de monitorização da escada de peixe.

«Estamos contentes com isto», assumiu o mordomo-mor, dando conta de uma outra vitória alcançada pela Confraria da Lampreia: o projecto de requalificação dos açudes do Rio Mondego, que está a ser  desenvolvido pela Universidade de Évora, no qual a Confraria é parceira, foi aprovado, estando agora em condições de começar a ser implantado.

Nem tudo são boas notícias, alertou, na cerimónia que permitiu a entronização de quatro novos confrades na Confraria da Lampreia. «Há ainda problemas para ultrapassar», como é o caso da mini-hídrica que o Governo pretende construir no rio Mondego, entre Penacova e Coimbra, cujos estudos prévios já mostraram que o resultado económico que virá a ser conseguido não compensa
a sua construção. «No segundo estudo de impacte ambiental, mais uma vez se aponta que isto (mini-hídrica) não tem relevância económica nem do ponto de vista energético », disse. «O paredão de nove ou 10 metros não produz electricidade que justifique e nós esperamos que os responsáveis
vejam este estudo», desejou Fernando Lopes.

Todas estas lutas têm por finalidade defender as espécies que sobem o rio, em especial a lampreia que dá o nome à confraria. São já sete dezenas os confrades que o fazem, «sinal que a confraria tem capacidade e vitalidade para os desafios que se vão apresentar», considera o mordomo-mor.

Ontem, no Centro Cultural de Penacova juntaram-se mais quatro elementos efectivos, durante a cerimónia do XI Capítulo da Confraria: Nutriva (empresa), Idealtower (grupo empresarial), Carlos Lucas (enólogo) e Vítor Seco (da área da hotelaria e formador). 

Texto de Margarida Alvarinhas - não disponivel online

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