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29 de agosto de 2014

RIO MONDEGO - “Morte” da mini-hídrica festejada no Caneiro


Na Foz do Caneiro (Penacova) foi festejado o fim do contestado projecto e falou-se em aproveitar melhor as potencialidade do rio.

A povoação do Caneiro festejou ontem a “morte” da mini-hídrica no rio mondego. Com sorrisos de vitória, com brindes e espumante e também com projectos para o futuro aproveitamento «turístico, económico e social» do rio.

Se há coisa que a obra - chumbada após Declaração de Impacte Ambiental (DIA) desfavorável - trouxe de positivo foi «a aproximação de várias pessoas e entidades», em parcerias que «se vão agora concretizar de uma forma mais sistemática e efectiva» em prol do rio.

Uma convicção transmitida por Humberto Oliveira, presidente da Câmara de Penacova, durante uma conferência de Imprensa que acabou por ser a forma de a Plataforma Mondego Vivo festejar a não construção da mini-hídrica.

«Simbolicamente, estamos a matar este projecto», continuou o autarca, que lançou o desafio de ser criada uma Rede de Localidades Ribeirinhas do Mondego e Afluentes, que possa explorar as potencialidades do rio, da Serra da Estrela até à Figueira da Foz.

Enquanto o projecto, que prometeu liderar, não se concretiza,  foi tempo de comemorar. «Foram cumpridos os nossos desejos e os nossos desejos eram perfeitamente fundamentados», disse João Miguel Henriques, presidente da Câmara Municipal de Poiares, para quem o chumbo era «uma decisão anunciada».

Alma e voz da luta contra a mini-hídrica, Paulo Silva, da Plataforma Mondego Vivo leu o excerto da DIA, datada de 31 de Julho, onde se confirma o indeferimento do projecto e sublinhou «as relações interpessoais muito interessantes» que se estabeleceram graças a esta luta, mostrando-se visivelmente feliz pela vitória, após «quase quatro anos de luta».

Paulo Silva não esqueceu a «dinâmica» da população de Caneiro nesta luta, justificando assim a escolha daquela localidade para a conferência.

Também presentes no Grupo Desportivo do Caneiro, Fernando Lopes, da Confraria da Lampreia, e Paulo Cardoso, presidente da Junta de Freguesia Torres do Mondego, fizeram questão de demonstrar a sua satisfação. «Era um projecto sem qualidade, lançado sem respeito pelas populações e instituições que usufruem directamente do rio Mondego», afirmou Fernando Lopes.

Reabilitação dos habitats de peixes do Mondego arranca durante o Verão do próximo ano

O presidente da Câmara de Penacova anunciou ontem que deverá arrancar durante o Verão de 2015 o projecto de reabilitação dos habitats de peixes do Mondego, promovido pela Universidade de Évora, com financiamento europeu, através do PROMAR.

Com investimento de cerca de 900 mil euros, a obra, já com estudo prévio, prevê intervenção ao longo do rio, desde Formoselha até à Barragem do Coiço, nos açudes de Loredo, Palheira-Zorro, Ronqueira, Carvoeira, Formoselha e Pista de Pesca de Vila Nova.

Humberto Oliveira diz que o projecto vai facilitar a navegabilidade turística do rio Mondego.

Jornalista Ana Margalho

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