SINISTRALIDADE - Mais feridos e menos mortos nas estradas do distrito


Morreram 29 pessoas vítimas de acidentes de viação nas estradas do distrito de Coimbra durante o ano de 2013. Os dados do Relatório anual da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANST), recentemente publicados, dão conta de um aumento no número total de vítimas de acidentes comparativamente a 2012 – de 1859 para 1913 -, mas revelam um decréscimo assinalável do número de vítimas mortais, uma vez que no ano anterior tinham sido 37 as vítimas mortais de acidentes de viação.

Em Coimbra, houve menos acidentes com vítimas: 1441 acidentes, quando em 2012 se registaram 1452. É ainda de destacar o número de feridos graves: 56 em 2013, bastante menos do que os 80 do ano anterior. Percebe-se, assim, que o número total de vítimas de acidentes no distrito, no ano de 2013, aumenta porque se registaram mais 86 feridos leves.

A Estrada Nacional (EN) 111 - que liga Coimbra à Figueira da Foz continua a ser, no distrito, uma das vias mais perigosas, surgindo no relatório da ANST como um dos “pontos negros” de 2013. Ainda que dos acidentes ali registados neste ano não tenham resultado mortes, o indicador de gravidade ascende a 33, situando a EN111 no grupo de 20 estradas de maior risco de acidente em todo o país.

Na região Centro, onde faleceram 186 pessoas em acidentes de viação, Coimbra surge, com as suas 29 vítimas mortais, a seguir a Aveiro, que regista 52 vítimas mortais, e a Leiria, com 41 vítimas mortais. A nível nacional, Lisboa é o distrito onde se registou o maior número de vítimas mortais (89 mortes, mais quatro do que em 2012) e Bragança aquele em que se registaram menos mortes na estrada (oito vítimas mortais, menos três do que no ano anterior).

De acordo com o documento da ANST, ainda que o número de acidentes com vítimas tenha subido (de 29.867 para 30.339) no país, o número de pessoas que morre nesses acidentes, tem vindo gradualmente a baixar desde 2010. Assim, em 2013, morreram 637 pessoas vítimas de acidentes (menos 11,3% do que no ano anterior), 1946 ficaram feridas com gravidade e 36.807 com ferimentos ligeiros (mais 1,8% do que em 2012). | Andrea Trindade

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