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24 de setembro de 2014

CIM REGIÃO DE COIMBRA com “Plano Mateus” para região atractiva em 2020


Dar vida a um novo paradigma de organização económica e social norteou a apresentação, ontem, do “Plano de Estratégia de Desenvolvimento da Região de Coimbra 2014-2020”, desenvolvido pelo antigo ministro Augusto Mateus. O docente de Economia assumiu o plano estratégico como um guião para «a tarefa fundamental de reinventar o crescimento económico e da qualidade de vida», que encerra grande parte do que se vai fazer nos próximos sete anos e em que coesão e sustentabilidade não podem ser meros «slogans mas coisas feitas».

Ao intervir na cerimónia de instalação do Conselho Estratégico para o Desenvolvimento Intermunicipal, órgão consultivo da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM RC), acentuou a «oportunidade de colocar os territórios no centro da estratégia», criando riqueza no que «somos fortes e não no que somos fracos». Ao desenvolver o princípio da diferenciação territorial, «num guia preciso mas aberto à transformação », Augusto Mateus destacou uma metodologia que segue eixos estratégicos, colaboração dos actores regionais e locais, que observa a massa crítica de meio milhão de habitantes e a diversidade (populacional, de produtos, de paisagens e de recursos. Mas também atenta à Educação, que surge a encimar outra oportunidade, a de «consolidação (…) do sistema científico e tecnológico da região Centro», num «desenvolvimento de modelo de especialização inteligente».

Num plano que é «ajustado» ao Programa Operacional Regional, como diria mais tarde Ana Abrunhosa, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Augusto Mateus assinalou desafios estratégicos, que passam pelo «reforço da territorialização das políticas públicas», por capitalizar a experiências de trabalho em rede das entidades produtoras de I&D e de instituições que promovem a inovação e a transferência tecnológica para a indústria. Por outro lado, é necessário travar o agravamento das desigualdades sociais.

A estratégia que perspectiva uma maior atractividade da região em 2020, com melhor qualidade de vida, preconiza uma «região líder na construção de um sistema educativo, científico e tecnológico de referência nacional, uma região comprometida com a diversidade das identidades e modos de vida (…) e uma região exemplar na gestão eficiente dos recursos». Na estratégia, diria ainda o autor do célebre “Plano Mateus” de 1966 (regularização de dívidas ao Estado), «a região não pode ir a tudo», mas sim «ao que faz sentido», num «compromisso com a coesão».

Antes da assinatura dos membros do Conselho Estratégico (ver composição na edição de ontem), Ana Abrunhosa defendeu igualmente uma «estratégia regional adequada ao território».


Os milhões disponíveis no Portugal 2020 vão atender aos resultados e não à taxa de execução

Ao encerrar a cerimónia de ontem, Manuel Castro Almeida deixou claro que na programação do Portugal 2020 os fundos e apoios terão como «grande preocupação os resultados», uma «grande mudança em relação ao quadro anterior», em que se enfatizou a taxa de execução. Agora, serão «fixados resultados e contratualizados resultados», afirmou o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional.

A meio do ciclo, advertiu, cerca de mil milhões de euros (metade das verbas disponíveis para o Centro) «vão mudar de sítio, consoante os resultados» | António Manuel Rodrigues

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