SEGURANÇA RODOVIÁRIA - Crise não pode desculpar falta de investimento nas estradas - PENACOVA ACTUAL

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7 de novembro de 2014

SEGURANÇA RODOVIÁRIA - Crise não pode desculpar falta de investimento nas estradas


O presidente da AFESP – Associação Portuguesa de Sinalização e Segurança Rodoviária – considera que o estado de conservação da sinalização e das estradas portuguesas “está insustentável”. Na sessão de abertura das primeiras Jornadas de Sinalização, Segurança Rodoviária e Dano Corporal, que decorreu esta quinta feira, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, Nuno Balula alertou os presentes para o “panorama negro” a que a falta de investimento em equipamentos técnicos levou nos últimos anos.

“O que está a ser feito é manifestamente insuficiente e não justifica a época de crise que, aliás, para nós, portugueses, é crónica”, afirmou o responsável, reforçando que a “pesada carga fiscal” deveria contribuir para tornar as infraestruturas mais seguras. Para Nuno Balula, “as estradas portuguesas enfrentam uma deterioração sem precedentes”, já que a “sinalização de código é impercetível, contraditória, de má qualidade e mal implantada. “Conservação do parque de sinalização é uma solução rápida, eficiente, de baixo custo e, por isso, prioritária!”, concluiu o presidente da AFESP.

Já Joaquim Murta, diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), enfatizou a “diminuição drástica” da sinistralidade na última década, em Portugal, e frisou a importância “deste tipo de iniciativas” na sensibilização da sociedade civil para uma das maiores causas de mortalidade em todo o mundo.

O Departamento de Engenharia Civil foi o palco escolhido para receber o encontro, que contou com uma adesão bastante significativa, e onde esteve, durante todo o dia de ontem, um simulador de acidentes, em que académicos e curiosos podiam ter a sensação real de uma colisão a 7km/hora. Refira-se que Miguel Macedo, ministro da Administração Interna, não pode participar nas jornadas, como estava inicialmente previsto. | Bernardo Neto Parra 

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