PAREDES - Família preocupada com desaparecimento de Marisa Isabel - PENACOVA ACTUAL
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31 de janeiro de 2015

PAREDES - Família preocupada com desaparecimento de Marisa Isabel


A depressão crónica que a persegue há longa data e a necessidade de tomar um conjunto de medicamentos que “esqueceu” são o motivo da angústia da família de Marisa Isabel Oliveira Gonçalves, residente na localidade de Paredes, concelho de Penacova, que saiu de casa na segunda-feira e cujo paradeiro a família desconhece.

Judite Gonçalves, a mãe, conta que a filha saiu de Paredes pouco depois das 12h00 de segunda-feira. «Entrou na camioneta em Porto da Raiva e saiu em Coimbra, na zona da Portagem», de acordo com informação apurada junto do motorista do autocarro que, inclusivamente, terá achado estranha a forma “ligeira” como a jovem estava vestida, sem um casaco, face ao frio que se fazia sentir. 

Antes de apanhar “a carreira”, Marisa foi, segundo a mãe, pedir dinheiro a uma vizinha, de idade avançada, que lhe entregou 15 euros.

Entretanto, terá levantado algum dinheiro da sua conta, onde não teria, de acordo com a progenitora, mais de 60 euros. Preocupada com o desaparecimento da filha, de 30 anos, devido aos «problemas graves de saúde» que tem e que, inclusivamente, já a obrigaram a estar internada nos Hospitais da Universidade de Coimbra, a mãe tem tentado, em vão, “chegar à fala” com a filha. Na segunda-feira, por volta da meia noite, «mandou-me uma mensagem, onde dizia “estou bem”», refere Judite Gonçalves, salientando que Marisa tem mantido o telemóvel desligado. 

Na quinta-feira, numa nova tentativa, Marisa tinha o telemóvel ligado e atendeu.«Disse-me que fez dois amigos, um rapaz e uma rapariga, na carreira, que já tinham passado por Pombal e Leiria e estavam em Sintra. Andamos a passear», disse, terminando a«rir», o que, no entender da mãe, é um sinal evidente que Marisa Isabel não está bem. Aliás, a depressão crónica de que sofre há alguns anos, agravada pelo facto de não estar a tomar a medicação necessária, tenderá, no entender, da progenitora, a agravar o seu débil estado de saúde.

«Ela não tem capacidade para tratar nem dela nem do filho, de nove anos», sublinha a mãe, angustiada, acrescentando que, nos últimos tempos, a situação tem piorado, de tal forma que até é necessário “vigiá-la”, de forma a garantir «que come alguma coisa». De resto, a família e a jovem já teriam mesmo acordado que, depois de terminadas umas obras em curso lá em casa, Marisa voltaria a ser internada numa unidade hospitalar, de forma a garantir o seu tratamento. No entender da mãe, Marisa terá mudado de ideias e resolveu «fugir de casa».

«Não sabemos onde está, nem como está», diz, aflita, Judite Frade Gonçalves, temendo que o estado da filha possa piorar. O desapreciamento já foi participado às autoridades policiais e a família pede a colaboração de quem tiver quaisquer informações (telemóvel 914 292 447) no sentido de proceder à sua localização.


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