BOMBEIROS - Crianças a marchar e a mostrar que querem ser bombeiros - PENACOVA ACTUAL

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Post Top Ad

PUB

22 de fevereiro de 2015

BOMBEIROS - Crianças a marchar e a mostrar que querem ser bombeiros

Bombeiros iniciaram ontem em Lorvão comemorações dos 85 anos, dando a conhecer o seu mais recente projecto, a Escolinha que funciona com 40 crianças dos quatro aos 12 anos


Ainda não são bombeiros mas têm essa ambição e, apesar da tenra idade, algumas noções do que é a actividade voluntária em socorro do próximo. Têm farda que exibem orgulhosamente, composta por calças, casaco com cinto e boné, identificativos da corporação a que pertencem. Sabem marchar e respondem, com a prontidão possível, às ordens superiores. Mais não se pode pedir a  quem não tem mais do que “palmo e meio” e um mês apenas de “instrução”. Ontem, as 40 crianças entre os quatro e os 12 anos da Escolinha dos Bombeiros Voluntários de Penacova apresentaram-se pela primeira vez a público, numa acção que decorreu na vila de Lorvão e constituiu o pontapé de saída para as comemorações dos 85 anos da corporação, que decorrem até Julho.

Dúvidas parece não haver quanto à vontade dos pequenos. Queres ser bombeiro? «Quero», respondem, sem hesitação. A Joana tem cinco anos. O pai é bombeiro, o avô também. Motivação na família, portanto, não lhe falta, mas agora, na Escolinha, sabe mais. «Aprendo a apagar fogos e a salvar», conta. «Aprendemos o que é o fogo, o que são os acidentes e que é preciso ter cuidado », acrescenta João, de sete anos.

A Escolinha dos Bombeiros de Penacova funciona há cerca de um mês, reunindo no quartel, a cada tarde de sábado, as cerca de 40 crianças que a integram. «Marchamos, andamos nos carros, vamos dar passeios», relata o pequeno João, ao falar da actividade que desenvolvem em cada sessão.

«Queremos começar a apresentar um pouco do que são as missões da protecção civil», diz o presidente da corporação, Paulo Dias, admitindo que esta pode ser «uma porta de entrada» para que jovens possam integrar a escola de estagiários e, depois, o corpo activo.

Aos pequenos recrutas é proporcionado um primeiro contacto com os equipamentos de saúde e os de combate aos incêndios, sendo-lhes permitido que «vão mexendo no material» para se familiarizarem com a actividade.

Não faltam ainda os passeios e os convívios como o de ontem, que permitiu juntar, em Lorvão, as escolinhas de Penacova, Figueira da Foz e Gouveia, corporações geminadas por protocolo, bem como a Escola de estagiários que, com 22 elementos, é a maior de sempre no corpo de Penacova.


António Simões, comandante dos Bombeiros de Penacova, não esconde a sua satisfação pela «adesão espontânea» de crianças à Escolinha que «não teve nenhum tipo de publicidade». «Se queremos cidadãos bem formados temos de começar de pequeninos», diz António Simões, frisando que a Escolinha é uma «continuidade «do trabalho que a corporação há muito tempo tem
vindo a desenvolver junto das escolas. Só que desta vez não são os bombeiros que vão à escola, são os alunos que vão para o quartel

Câmara ajuda na despesa corrente

A Câmara de Penacova vai ajudar, com 12.500 euros por mês até Dezembro de 2017, os Bombeiros Voluntários de Penacova. Um apoio que vai ser formalizado por protocolo a assinar
entre as duas instituições, na próxima terça-feira, dia oficial da comemoração dos 85 anos de corporação.

Trata-se de um apoio que, sublinha o presidente dos Bombeiros, Paulo Dias, se destina ao financiamento de despesas correntes da corporação e em nada tem a ver com as ajudas habitualmente protocoladas para investimento. 12.500 euros por mês constituem, segundo Paulo Dias, um apoio «muitíssimo importante» ainda que represente pouco para uma corporação que tem um orçamento anual de 800 mil euros de despesa corrente.

As dificuldades advêm do facto de ter aumentado o número de serviços de emergência pré-hospitalar e o retorno financeiro ser cada vez menor e pelo facto de ser verificar, diz Paulo Dias, um «aumento exponencial » com o custos da formação e a aquisição de «equipamentos não subsidiados pelo Estado». Só os recentes conjuntos de botas e capacetes para acidentes rodoviários e incêndios industriais e urbanos custaram « 500 euros cada e são 120 bombeiros na corporação», exemplifica.