ANIVERSÁRIO Dilénia Silva celebra 103 anos em família


Sorriso fácil, bemdisposta, brincalhona e comunicativa e independente. São algumas das particularidades de Dilénia Silva, que ontem comemorou 103 anos. Nasceu em Penacova, mais concretamente na rua Lava Todos, Lorvão. Não sabe ler, nem escrever.

Os meus pais eram pobrezinhos e não fui à escola”, disse Dilénia Silva, sentada à entrada de casa, em Chelo. Enquanto observa a jornalista a tirar os apontamentos, sorri e afirma: “Se eu soubesse escrever e assim tão depressa é que era”.

Dilénia, ou “Ti” Dilénia como é conhecida, trabalhou numa empresa de palitos, mas também no campo. “Andei quase toda a vida a cavar terra”, diz.

Ao lado, o filho mais velho, Francisco Rodrigues, revela que a mãe agora passa os dias a varrer. “Não gosta de estar parada”, afirma. A televisão é também uma companhia. Gosta de ver o “Zézinho [José Rodrigues dos Santos] e o Preço Certo”, acrescenta Francisco Rodrigues.

Longevidade

Questionada sobre o segredo da longevidade, Dilénia Silva é perentória: “Isso agora. O meu segredo fugiu quando eu era nova. Agora já não tenho segredos”, graceja. O certo é que a “Ti” Dilénia tem “uma saúde de ferro”, como a própria faz questão de deixar bem claro. “Julgo que serei a pessoa mais velha do concelho de Penacova”, sustenta.

A juventude de Dilénia Silva já lhe fez passar por mulher do filho. “Quando ia buscar a reforma, perguntavam se eramos marido e mulher”, diz Francisco Rodrigues, o mais velho dos três filhos da aniversariante. Dilénia Silva tem 10 netos, 17 bisnetos e 13 trinetos, o mais novo com nove meses.

Jornalista Cláudia Trindade


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