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19 de março de 2015

CENTRO 2020 é “programa para empresas” e competitividade

Apresentação Ana Abrunhosa apresentou programa operacional regional em Coimbra, no dia em que foram disponibilizados 250 milhões de euros para projectos de coesão e desenvolvimento no Centro.


O Portugal 2020 abriu ontem candidaturas no âmbito dos Pactos para o Desenvolvimento e Coesão Territorial, envolvendo as Comissões de Coordenação (CCDR) do país e que, no que diz respeita à região Centro, disponibilizam 250 milhões de euros, aos quais se poderão candidatar (até 7 de Maio) projectos liderados pelas Comunidades Intermunicipais (CIM) da região.

O facto de os projectos deixarem de ser liderados por autarquias, a nível individual, e passarem a ser fruto de uma parceria, envolvendo e beneficiando vários municípios, no âmbito das CIM, é uma das grandes novidades do Centro 2020, que ontem foi apresentado em Coimbra pela presidente da CCDRC.

Ana Abrunhosa diz que se trata «de um programa para empresas e para todas as actividades que contribuam para a sua competitividade». A prova é que, enquanto no Portugal 2020, 24% da verba disponível é destinada a promover a competitividade das pequenas e médias empresas, no Centro 2020 a percentagem é de 40% (818 milhões de euros).

Aos municípios e às CIM cabe «um papel proactivo, de acompanhamento e de provocação dos operadores», frisou João Ataíde, presidente da CIM-Região de Coimbra, mostrando-se «crente» no cumprimento dos objectivos.

Dividido em 10 eixos prioritários, correspondendo a um total de 2.155 milhões de euros, o Centro 2020 tem algumas novidades em relação ao seu antecessor. Falando no auditório da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), que encheu por completo, Ana Abrunhosa deteve-se mais no Eixo 1, relativo à Investigação, Desenvolvimento e Inovação (169 milhões de euros) que, pela primeira vez, apoia a participação de universidades e centros de investigação em projectos de financiamento pela União Europeia, para além de ter como uma das maiores prioridades a criação de incentivos para a transferência de tecnologia para as empresas e de apoiar consórcios entre empresas e universidades, «obrigando-as a trabalhar em conjunto». «É um abraço fundamental para alterar o modo de trabalho das empresas, para serem mais competitivas. Estamos convictos que é o caminho», disse.

Aumentar o número de doutorados para reforço da investigação, do desenvolvimento tecnológico e da inovação, apoiar ideias de negócio, com vista à redução da taxa de desemprego jovem na região, contribuir para a internacionalização das empresas e promover e dinamizar a empregabilidade, ou promover a eficiência energética e utilização das energias renováveis são outros objectivos do Centro 2020. Todas as informações sobre o programa estão disponíveis em www.centro.portugal2020.pt.

Grupos de Acção Local passam a partilhar com CIM gestão de projectos

Outra das novidades do Centro 2020 é o facto de, no que respeita ao Eixo 4 (Promover e Dinamizar a Empregabilidade) e ao Eixo 5 (Fortalecer a Coesão Social e Territorial) haver projectos que passam a ser geridos pelos Grupos de Acção Local (GAL) mas também pelas CIM. De acordo com Ana Abrunhosa, mantêm-se nos GAL os projectos até 100 mil euros, mas são agora as CIM que gerem os projectos entre os 100 e os 250 mil euros. Isto sem que, continuou a responsável, não deixe de ser «recomendável » que haja cooperação entre ambas.

Texto Ana Margalho e foto de CCDRC

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