CONFRARIA DA LAMPREIA realiza capítulo no Mosteiro do Lorvão - PENACOVA ACTUAL

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21 de março de 2015

CONFRARIA DA LAMPREIA realiza capítulo no Mosteiro do Lorvão

É o 12.º capítulo, mas o primeiro que a Confraria da Lampreia realiza no Mosteiro de Santa Maria do Lorvão


Um desígnio possível este ano e que permite à confraria dar ênfase aos seus propósitos que, além da «defesa e da promoção da lampreia, contempla a defesa e promoção dos doces conventuais», afirma Fernando Lopes, mordomo da confraria, esclarecendo que o carácter emblemático do Mosteiro do Lorvão vem precisamente desta componente da doçaria, pois foi ali que tiveram origem os pastéis de Lorvão, as queijadinhas e as nevadas, que «também constituem a nossa bandeira»

Mas antes de chegar ao Lorvão, os confrades da Confraria da Lampreia e os representantes das três dezenas de confrarias convidadas, são recebidos na sede do concelho, em Penacova. As boas-vindas estão marcadas para as 9h30, na Câ- mara Municipal, seguindo-se o pequeno almoço volante. Às 11h00 realiza-se o desfile das confrarias, da Igreja de Nossa Senhora da Esperança para a Igreja do Mosteiro de Santa Maria de Lorvão, onde decorrem os restantes momentos deste 12.º aniversário.

O primeiro, certamente o mais emblemático de todos o capítulo, é o da entronização de novos confrades. De acordo com Fernando Lopes, são três os novos membros que vão integrar a família confrádica, entre os quais está uma empresa. Uma situação menos vulgar, que o mordomo explica, tendo em conta o projecto de criação de um folhado de lampreia, protagonizado pela empresa Frisalgados, de Tábua, que pediu o “agrement” da Confraria da Lampreia. «Provámos e aprovámos», diz Fernando Lopes, garantindo que este é um dos petiscos que vai ser apreciado ao almoço, onde o prato forte, como não podia deixar de ser, é o arroz de lampreia.

O almoço que vai ser servido no espaço que era ocupado pela enfermaria do antigo Hospital Psiquiátrico do Lorvão. Antes do almoço, no cadeiral do Mosteiro, assiste-se a um espetáculo de ópera, pelo Coral Divo Canto e Fernando Lopes não vai deixar passar o momento sem alertar, mais uma vez para a necessidade de «melhorar o leito do rio Mondego», de forma a assegurar a livre circulação da lampreia e de outras espécies migratórias. «A escada de peixe - no açude ponte, em Coimbra - já ajudou muito, mas ainda falta resolver questões a montante e a jusante», considera o mordomo da Confraria da Lampreia de Penacova.