CONFRARIA DA LAMPREIA - O XII Capítulo da Confraria da Lampreia lança repto à criação de um museu - PENACOVA ACTUAL
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2 de abril de 2015

CONFRARIA DA LAMPREIA - O XII Capítulo da Confraria da Lampreia lança repto à criação de um museu


Como Lorvão está a viver até Outubro as festividades dos 300 Anos daTrasladação das Santas Rainhas Teresa e Sancha, nada melhor do que receber o XII Capítulo da Confraria da Lampreia, no passado dia 21 de Março; e a comunidade lorvanense fê-lo com lhaneza, porque para além de ser a Filarmónica a anfitriã, o desfile das diversas confrarias presentes ao longo do povoado, foi de festa, pois em quase todas as janelas estavam «debruçadas» lindas colchas, algumas tendo o perfil de serem já bastante usadas em actos idênticos.

Mas as cerimónias do Capí­tulo iniciaram-se nos Paços do Concelho de Penacova, onde o presidente do Município, Dr. Humberto Oliveira, deu as boas-vindas, com palavras a elogiar que o concelho está cada vez mais vivo e por isso estas e outras realizações dão-lhe mais força e dinâmica para continuar. Felicitando a Con­fraria por mais um capítulo, falou de projectos e um deles tem a ver com a requalificação urbanístico de Lorvão, bem como do seu Mosteiro, para as­sim «podermos colocar Lorvão no mapa da história». Recor­dou ainda que Penacova, até ao final do mês de Abril, ain­da vive a época da Lampreia.

Vamos agora ao Museu da Lampreia?...


Este dia fica também mar­cado pelo alvitre que o juiz da Confraria, Dr. Luís Pais Aman­te, deixou no coração do Muni­cípio, de se começar a pensar na concretização do Museu da Lampreia, indo ao encontro do projecto que está em desenvol­vimento, através da Universi­dade de Évora, ou seja a edifi­cação do percurso temático da lampreia entre a Figueira da Foz e a foz do Rio Alva, na Rai­va. É uma iniciativa que, como já é conhecida no estrangeiro, pode alavancar ainda mais o turismo na região, e depois de recordar que a Confraria, pa­ralelamente com outras forças responsáveis, teve luta cons­tante para a concretização da construção da escada de peixe no açude de Coimbra, e a luta para a não concretização da construção da mini-hídrica, à Foz do Caneiro, que considerou uma vitória da Lampreia e do turismo local, tendo como base, também, a defesa da Natureza.
Sobre a formação do Museu da Lampreia, o Juiz da Confra­ria da Lampreia, deixou o rep­to ao Presidente da Câmara, o qual não se mostrou reticente, antes, pelo contrário, se dispo­nibilizou, em nome do Muni­cípio para apoiar a iniciativa, concordando que será mais uma luz que se acende na ri­queza cultural e patrimonial de que Penacova já possui e que se vai tentando desenvolver ou­tras actividades no sentido de reforçar a promoção de Pena­cova.
O Dr. Pais Amante afirmou ainda que é com tudo isto que se continuará a fazer de Pena­cova a Capital da Lampreia, fazendo com que esta denomi­nação seja cada vez mais forta­lecida, alicerçada numa âncora de desenvolvimento.

Três novos confrades aderiram à Confraria


Já em Lorvão, depois do des­file de todas as Confrarias pre­sentes pela vila – da Igreja de Nossa Senhora da Esperança à Igreja do Mosteiro Santa Maria - e foram em grande número as suas representações, procedeu-se à entronização de três confrades; e foi nos claustros do Mosteiro que a cerimónia teve lugar, mas antes usaram da palavra o presi­dente da Associação Nacional das Confra­rias, Dr. Dário Tomé, anunciando que o próximo encontro da Associação será em Lorvão, no últi­mo sábado de Junho; o representante da Federação das Con­frarias, Dr. Arsénio Viegas e finalmente o mordomo-mor da Confraria anfitriã, Dr. Fernando Lopes, que procederia aos habi­tuais rituais que os novos confrades te­riam que seguir depois de rece­berem o emblema de confrades de pleno direito da Confraria da Lampreia.

Os três confrades empossados fo­ram:

- Fábio Marcelo Fonseca No­gueira, arquitecto pela Esco­la Universitária das Artes de Coimbra, natural de Penacova;
- Manuel Fonseca Nogueira, natural de Miro (Penacova), é bacharel em Contabilidade e Administração e licenciado em Controlo de Gestão pelo Institu­to Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra, for­mação que adquiriu em regime de trabalhador-estudante;
- Fri-Salgados, de Tábua, que passou a fabricar produ­to ligado à lampreia, empre­sa que foi representada pelo sócio-gerente Rui Andrade.

Grande espectáculo na Sala do Cadeiral

Em lugar tão emblemático do Mosteiro de Lorvão, que é a Sala do Cadeiral, desenrolou-se espectáculo que teve de tão brilhante como de curioso. O Coral Divo Canto, de Penacova, interpretou, de forma soberba, a Ópera «Orfeu e Eurídice», cujo elenco, apresentando-se de vá­rias formas, consoante as inter­pretações que iam surgindo. Na verdade, foi um grande espectá­culo, tanto mais desenrolando-se num espaço tão belo e tão rico em história.

Depois foi o almoço, no cor­redor do antigo hospital psiquiá­trico, espaço que vai também ser intervencionado. 

José Travassos de Vasconcelos - A Comarca de Arganil

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