CULTURA - Luís Reis Torgal lança novo livro


O historiador Luís Reis Torgal escolheu a Casa Municipal da Cultura de Coimbra, para a apresentação do seu mais recente livro "História, que História?".

A sessão de apresentação da obra está a cargo de Fernando Catroga, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e decorre no próximo dia 23 de abril,pelas 17h30.

O livro “História, que História?”, foi referência na TSF, no programa “O Livro do dia”, de Carlos Vaz Marques, na edição do passado dia 23 de março.

Atualmente, o historiador Luís Reis Torgal vive em Penacova, é professor universitário jubilado da Universidade de Coimbra, tendo pertencido ao Instituto de História e Teoria das Ideias. É  também coordenador de investigação do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra (CEIS20), tendo sido director da Revista de História das Ideias e da revista Estudos do Século XX.

Descrição: História, que História?

«Não são abundantes os livros, nem mesmo os artigos, em que o historiador português reflete sobre a História que faz e que os outros historiadores fazem ou, na generalidade, sobre o conceito de História na sua conceção historiográfica, ou na sua aceção teórica ou filosófica, sobre o seu ensino e mesmo sobre a sua divulgação.

Esta obra não pretende ser um estudo de teoria da História, a juntar às reflexões de autores citados e mesmo a alguns artigos que fomos publicando sobre a temática. Pretendo apenas refletir interrogativamente, na primeira pessoa e como historiador, sobre o sentido da História, a fim de evitar que se confunda a História como ciência como uma mera narrativa de curiosidades, mesmo como uma simples obra de divulgação fácil, com um livro de memórias, até com a literatura de costumes de época ou com algumas biografias a que por vezes se quer dar o valor da História (ressalvando outras, que são obras de historiadores), mesmo com as ideias singelas e esquemáticas (mas às vezes escritas com densidade e muito rigor) que se apresentam nos manuais pedagógicos de História ou até com trivialidades que se dizem em discursos oportunistas como sendo ‘verdades históricas’.

O que pretendo é dar uma noção simples e ao mesmo tempo complexa de História, definir a sua linha de rumo científico e separar águas sem nunca depreciar outros registos que são muitas vezes considerados incorretamente como História, a não ser que se queira fazer identificações abusivas.»

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