IP3 - Coimbra e Viseu reivindicam Itinerário Principal com 4 faixas “sem mais delongas” - PENACOVA ACTUAL
PUB

ÚLTIMAS

PUB

Post Top Ad

22 de abril de 2015

IP3 - Coimbra e Viseu reivindicam Itinerário Principal com 4 faixas “sem mais delongas”


Reuniões, reivindicações, sensibilizações, até às construções de um IP3 com quatro faixas entre Coimbra e Viseu ou Viseu e Coimbra. De tudo se irá ouvir falar... menos de manifestações. Afinal, Manuel Machado e Almeida Henriques, sendo de partidos diferentes, foram eleitos pelos cidadãos dos dois concelhos que os mandantaram para que as suas palavras e posições sejam levadas em linha de conta pelos vários responsáveis, no caso, pela mobilidade nacional.

Reunidos ontem na Câmara de Coimbra, os dois autarcas consideram esta requalificação do IP3 como uma justiça que “não pode ser adiada para as calendas nem esperar por mais delongas”. E ao Governo que diz não haver dinheiro para a obra respondem: “faça-se faseadamente”. Ou então, permitam a “reabertura das negociações com Bruxelas para que a requalificação de uma via estruturante para o país possa ser feita com o apoio comunitário”.

E é tal a sintonia que, segundo Manuel Machado, também corresponde aos anseios dos territórios “ribeirinhos do IP3”, que os dois autarcas fizeram mesmo questão de sublinhar que “este primeiro encontro é um sinal” da união, do entendimento e da reivindicação conjunta. Uma reivindicação que deve, no entender dos dois, ser apoiada não só pelo Centro, pois representa a ligação a Lisboa e ao Porto, mas pelo todo nacional, pois trata-se de uma via integrada na rede transatlântica.

E Almeida Henriques que nele circulou para se encontrar com o seu “colega e amigo” Manuel Machado, sublinha que quem por lá viajou reconhece que “se trata de um troço que mais prejuízos tem trazido às pessoas”. Pelas “imensas viagens sem regresso”, pelas dificuldades no transporte de mercadorias e na própria promoção dos territórios. Garantindo os dois autarcas que é urgente acabar com a situação, Manuel Machado lembra que “já há estudos e projetos mais do que suficientes a justificar esta intervenção”.

Novo ciclo de diálogo

E se o encontro de ontem “lança uma nova ponte na história da cooperação das duas cidades-região”, ele abre, igualmente, “um novo ciclo de diálogo entre Coimbra e Viseu” que se vai alargar à reabilitação urbana, à promoção turística e às trocas culturais”. Domínios considerados estratégicos e prioritários do desenvolvimento regional que, reforçados com uma (boa) ligação rodoviária “serão fundamentais para a coesão nacional e para a competitividade da região Centro”.

E porque a afirmação da região se faz com o aproveitamento do que melhor ela tem, nada melhor do que alargar esta cooperação aos domínios da promoção turística e da programação cultural, como é referido no documento final da reunião. A unir os dois territórios não só o IP3, mas séculos de história e um património único que já valeu a Coimbra o reconhecimento de Património Mundial e que inspira Viseu na preparação de um projeto a 10 anos.

Texto de Eduarda Macário 

Post Top Ad