PATRIMÓNIO - Penacova quer promover moinhos de vento e de água - PENACOVA ACTUAL

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9 de abril de 2015

PATRIMÓNIO - Penacova quer promover moinhos de vento e de água

Município celebrou Dia dos Moinhos com aprovação do regulamento de salvaguarda e valorização


A Câmara de Penacova quer potenciar os núcleos de moinhos de vento, moinhos de água e fornos de cal existentes no concelho e aprovou, nesse sentido, um projecto de regulamento municipal de salvaguarda e valorização destas instalações.

Uma nota de imprensa ontem enviada pela autarquia refere que o concelho possui, actualmente, «um dos maiores núcleos molino lógicos do país», com moinhos de vento localizados nas Serras de Atalhada, Arroteia, Aveleira, Roxo, Gavinhos, Paradela, Lorvão e Portela de Oliveira, e moinhos de água (azenhas), no rio Alva e nas ribeiras de Arcos, Carvalho, Gondelim, Aveledo, Carvalhal, Ameal, Lorvão e da Presa.

Estes engenhos, que outrora se constituíram como uma importante fonte de rendimentos e de subsistência, são, diz a autarquia, «uma importante mais-valia patrimonial e de divulgação do concelho, permitindo que, entre Maio e Outubro, ainda seja possível observar moinhos de vento em actividade nas localidades de Gavinhos, Aveleira e na Portela de Oliveira, onde se encontra localizado o Moinho Vitorino Nemésio, propriedade do município». «Nos restantes meses do ano, os visitantes podem observar a ancestral arte de moer a farinha, nomeadamente nas azenhas da Ribeira de Lorvão», adianta.


Paralelamente, recorda a Câmara, à imponência dos moinhos na paisagem penacovense, o concelho foi um importante centro produtor de cal, que remonta aos séc. XVII e XVIII, período em que se terá dado a construção do Forno do Pisão, nas proximidades de Lorvão, que visaria, em primeira instância, suprir as necessidades do Mosteiro.

«A importância desta indústria está, ainda hoje, bem patente nos 23 fornos de cal distribuídos pelas localidades de Sernelha, Arroeiras-Riba de Cima, Lorvão, Carregal-Friúmes, Galiana e, no Casal de Santo Amaro, localidade onde se encontra localizado o maior e melhor conservado conjunto constituído por 10 fornos, localizados em dois núcleos distintos», explica o documento.

Fernanda Veiga, vereadora da Cultura, citada na nota, diz que o projecto pretende «salvaguardar e revitalizar os conjuntos de moinhos de vento, moinhos de água e fornos de cal», contribuindo para a «preservação, valorização e melhoria dos imóveis e sua envolvente, bem como por promover a execução, pelos proprietários, de obras de conservação, designadamente, de restauro, reparação e limpeza, destinadas a manter as edificações nas condições existentes à data da sua construção».

A vereadora refere igualmente que o projecto de regulamento «institui, de forma clara, um programa de incentivos aos proprietários, traduzido quer na isenção do pagamento de taxas municipais, quer na concessão de apoios financeiros aos que salvaguardem e reabilitem os edifícios na sua forma original, beneficiando, obviamente, todos os que os preservem, em pleno funcionamento, nos seus usos originais