IP3 - Já há interessados em construir auto estrada de Coimbra até Viseu


O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, assegurou ontem que a proposta de construção de um corredor alternativo ao IP3 - entre Viseu e Coimbra - estará pronta até final da legislatura e não será paga pelos contribuintes.

«O trabalho preparatório, que tem vindo a ser desenvolvido, ficará pronto nesta legislatura, mas sem lançamento de concurso, porque já não estaremos a tempo. Esta é uma alternativa que praticamente não sobrepõe troços do IP3 [itinerário complementar], mantendo o IP3 sem portagens na esmagadora maioria do seu trajecto, de maneira a dar alternativas à região», avançou.

No final da cerimónia de inauguração das obras de requalificação da Estrada Regional 230 em Campo de Besteiros, no concelho de Tondela, distrito de Viseu, Sérgio Monteiro sublinhou aos jornalistas que a construção desta ligação não vai ser paga pelos contribuintes.

Poucas sobreposições

 «Estamos a trabalhar no melhor trajecto para proteger os que aqui moram e para terem uma alternativa a pagar portagens. Assim, poderão optar por uma autoestrada portajada sem custos para o contribuinte ou seguir pela ligação do IP3, com uma requalificação que tem de ser feita com muita parcimónia, cuidado e atenção, permitindo condições mínimas de circulação», referiu.

O representante do Governo evidenciou que o trabalho preparatório fica feito, ficando a solução à disposição do próximo Governo, que espera que «seja liderado por esta maioria para dar continuidade ao trabalho que foi feito».

«É uma ligação que não substitui o IP3, que complementa a oferta do IP3, correspondendo ao pedido dos autarcas da região. Será totalmente financiada por privados e utilizadores, já que não há dinheiro público envolvido nessa solução», acrescentou.

Há dois grupos já interessados

Sobre os possíveis privados interessados em construir e financiar este corredor, Sérgio Monteiro avançou que «há dois grupos portugueses que têm autoestradas próximas desta ligação, que já manifestaram interesse».

«Estamos à procura de uma solução que seja comportável, mesmo com intervenção privada, para que o nível de portagens a cobrar não seja muito elevado e seja verdadeiramente uma alternativa. Será um valor inferior aos 600 milhões de euros inicialmente apontados para esta solução», revelou.

O presidente da Câmara de Tondela, José António Jesus, aproveitou a visita do representante do Governo ao concelho para apelar ao não pagamento de portagens no IP3 se se vier a verificar alguma sobreposição no actual troço entre Viseu e Coimbra.

Lusa

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