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11 de agosto de 2015

ACESSIBILIDADES - Autoestrada Coimbra - Viseu pode estar em obra em 2017



A ligação Coimbra-Viseu, por auto-estrada, pode entrar em fase de obra em meados de 2017, caso a solução apresentada no passado dia 07 de agosto pela empresa Infraestruturas de Portugal (IP) seja consensual. Esta foi a convicção deixada por António Ramalho, presidente do conselho de administração da IP, que aproveitou a presença do primeiro-ministro junto à nova ponte do IP3 sobre a foz do rio Dão, entre Mortágua e Santa Comba Dão, para revelar o estudo sobre uma nova ligação entre as duas capitais de distrito.

O projecto, que entrará agora numa fase de discussão pública, divide-se em quatro «etapas» e prevê o aproveitamento de alguns itinerários já existentes, o que desde logo baixa o custo da obra. Obra essa, refira-se, que será inteiramente suportada por privados que, como salientaria pouco depois Passos Coelho, «já demonstraram interesse» em fazer essa ligação.

Outro ponto não menos importante que ressalta deste projecto, sobretudo para os autarcas servidos pelo IP3, é que este itinenário manter-se-á sem portagens.

A necessidade de construção da auto-estrada, justificou António Ramalho, está sustentada em indicadores de viabilidade económico-financeiros mas, e sobretudo, nos números da sinistralidade rodoviária.

«[O IP3] é um importante eixo de ligação entre quatro auto-estradas, com uma média de 18 mil veículos/dia, em que 15% são pesados», diria, enfatizando que tal sobrecarga trouxe «consequências» e uma dificuldade acrescida na «qualidade da concessão». A par disso, o índice de sinistralidade nos 72 quilómetros do troço é elevado, tendo sido registados 85 mortos nos últimos cinco anos.

Todos estes dados levaram a IP a estudar uma «solução racional e que aproveita activos importantes», nomeadamente itinerários já existentes. António Ramalho “dividiu”a nova auto-estrada em etapas. Uma primeira, com novo troço, entre Ceira (Coimbra) - aproveitando a A13 -, e a zona Aguieira; uma segunda, com duplicação de vias do actual IP3 entre a Aguieira e Santa Comba Dão; e uma terceira que aproveita o IC12 – que passaria a ser portajado -, de Santa Comba Dão até à ligação à A25, em Mangualde.

Autarcas de Coimbra e Viseu satisfeitos

Presentes na apresentação desta nova ligação, os presidentes das câmaras de Viseu e Coimbra, Almeida Henriques e Manuel Machado, respectivamente, foram taxativos: «Faça-se» a obra, sublinharam. O autarca conimbricense não dá grande importância aos detalhes do traçado, afirmando que o importante é ter «uma proposta exequível». Já Almeida Henriques destacou o facto do IP3 se manter sem portagens.

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