FRÍUMES - Festa de São Mateus - PENACOVA ACTUAL
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19 de setembro de 2015

FRÍUMES - Festa de São Mateus



No próximo dia 26 de setembro vão realizar-se as festividades em honra de São Mateus, padroeiro de Friúmes. Uma ideia que partiu do pároco Padre Pinho, e que foi abraçada por conjunto de leigos, na maioria pertencentes ao grupo coral, tendo evoluído ao longo dos anos para uma intervenção alargada, com o apoio da autarquia e das associações recreativas da Freguesia.

Do programa destacam-se:

A abertura oficial das festas, pelas 15 horas, seguida da abertura das Tasquinhas das Associação no Largo da Igreja Matriz, onde se realizará a Feira Franca, com produtos da terra.

Pelas 16:30 realizar-se-á a Missa presidida pelo Sr. Cónego Aníbal Castelhano à qual se seguirá, pelas 17:30, a procissão em honra de São Mateus

O tradicional leilão de oferendas terá inicio pelas 18:00, seguindo-se, pelas 19:30 o jantar pelas diversas tasquinhas das associações.

Um dos momentos altos da festa, terá início pelas 21:00 com a atuação do bem conhecido Grupo Coral Divo Canto

Pelas 22:00 terá lugar a entrega dos prémios aos participantes no torneio de futebol, seguido de um baile com o conjunto R&M


Do blog FRAMIANES, do amigo Mário Oliveira, pode ler-se acerca da localidade de Friúmes, quando ainda era freguesia, o seguinte:

A freguesia de Friúmes surgiu em desanexação da de Penacova. Pertenceu ao concelho de Vila Nova de Poiares até 24 de Outubro de 1855.

Situada no extremo sudeste do concelho, na margem esquerda do rio Alva, afluente do Mondego, dista sete quilómetros da vila de Penacova. Ocupa uma área de 14,7 km2, distribuída pelas povoações seguintes: Carregal, Friúmes, Miro, Outeiro Longo, Vale do Conde, Vale de Maior, Vale do Meio, Vale do Tronco e Zagalho.

Friúmes foi um curato da apresentação do prior de Penacova, que tinha 30.000 réis de renda anual. A Universidade de Coimbra possuiu por aqui alguns casais, sujeitos e juradoria de Mucela e à matriz de Santa Maria da Arrifana.

A Igreja Matriz, dedicada a S. Mateus, foi reedificada e benzida em 1779, mas logo incendiada, poucos decénios depois, durante as Invasões Francesas. É de referir o seu altar-mor em talha dourada. São ainda dignas de referência algumas peças de prata do seu património.

Nelson Correia Borges escreve, em "Coimbra e Região": "Esta vertente norte da serra da Atalhada, que se aproxima do leito do Alva em vales, ravinas e outeiros, é terra da freguesia de Friúmes. Pequenos povoados pontilham aqui e além de branco ou terroso a mancha verde desta serra onde outrora laboraram 22 moinhos de vento que hoje não passam de torres arruinadas por entre o matagal. Carregal, Vale do Conde, Zagalho são miradouros singulares sobre a Casconha e as terras beirãs até à Estrela.

Faltam elementos para a história desta zona, embora a povoação sede já apareça mencionada em documentos do século X, com o nome de "FRAMIANES". Talvez os romanos já por cá tivessem andado a explorar ouro. Próximo de lugar de Miro existe uma velha mina abandonada a que o povo chama a "Toca da Moura". A terra que daí se extraia era levada em zorras - espécie de carro sem rodas - até ao Alva, para ser lavada, à procura de pepitas.

Ao fundo de Friúmes, em largo povoado de oliveiras - continua o mesmo autor, mais adiante -, alveja a Capela da Senhora do Cabo. Se excluirmos a imagem de Nossa Senhora da Purificação, gótica, dos séculos XV-XVI, esculpida em madeira, nada tem esta capela que artisticamente se destaque. Mas o local é de grande beleza.

Na época a que se reporta o texto acima os moinhos da Serra da Atalhada estavam, de facto, em ruína. Hoje, grande parte deles, estão recuperados e transformados em turismo de habitação. Têm como suporte um restaurante moderno e paisagens fabulosas.

Corre perto o Rio Alva. Pode descer-se de carro até Vale da Chã ou dar uma saltada ao Vimieiro [S. Pedro d'Alva].


NOTA: Atualmente a localidade de Friúmes, pertence à União das Freguesias de Friúmes e Paradela, como resultado da Reorganização Administrativa do território das freguesias definidos na Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro, de acordo com os princípios, critérios e parâmetros definidos na Lei n.º 22/2012, de 30 de maio (que aprovou o regime jurídico da reorganização administrativa territorial autárquica).