MIRO - Onze anos de Cultura e Tradição na Festa da Broa - PENACOVA ACTUAL
PUB

ÚLTIMAS

PUB

Post Top Ad

11 de setembro de 2015

MIRO - Onze anos de Cultura e Tradição na Festa da Broa



A broa e tudo o que envolve a sua confeção está em destaque, este fim de semana, em Miro, no concelho de Penacova. São dois dias em que um dos tipos de pão com maior tradição popular e uma iguaria muito apreciada na gastronomia portuguesa, a broa, está em destaque. A broa, que dá nome à festa que se realiza pelo 11.º ano consecutivo, é rainha e permite fazer uma viagem no tempo e conhecer um pouco da história, cultura e tradições da região e da localidade.

E para se conhecer tudo o que está associado à broa e à sua confeção nada melhor do que “meter as mãos na massa”. Esse é, aliás, o convite que é feito para amanhã. Manuel Nogueira, presidente da direção do Grupo de Solidariedade Social, Desportivo, Cultural e Recreativo de Miro (GSSDCR Miro) explicou [...] que no sábado, a partir das 10H00, é possível, amassar a massa, tratar do forno de lenha e pô-la a cozer. “Há vários fornos disponíveis onde as pessoas podem aprender como se faz uma broa, passando por todo o processo de confeção”, adiantou Manuel Nogueira. “Dão–se todos os ingredientes necessários para a confeção”, e depois pode-se adquirir a broa. Para quem quer adquirir broa mas não pretende trabalhar na sua confeção, há garantia da venda do típico produto (caseiro) junto de várias habitações. E, para os que queiram fazer o trabalho de campo, ainda no sábado, é possível tirar a espiga de milho no terreno, levá-la para a eira e, à noite, realizar a descamisada do milho. Durante a descamisada vai haver tocata, jeropiga, a descoberta do rei, entre outras iniciativas, que visam “recriar como se faziam antigamente”, aproximando o máximo do que já foi outrora.

O fogo que devastou uma grande mancha florestal do concelho de Penacova não permite que o moinho da serra da Atalhada trabalhe (as pás ficaram danificadas) e mostre como em tempos idos era feita a farinha, no entanto, o moinho estará de portas abertas e um moleiro prestará todas as explicações a quem quiser visitar o local.

Neste dia, e para quem só pretenda degustar as iguarias típicas da região, há chanfana, torresmos, bacalhau e outros pratos que ajudam a confortar o estômago.

Teatro, música e animação também no domingo

Domingo é considerado o “dia forte” desta festa. Cedo está disponível um forno (e não vários como vai acontecer no sábado) para quem quiser cozer uma bora e “pôr as mãos na massa”. À hora do almoço, e antes de se iniciar o teatro de rua (cerca das 14H30), há iguarias típicas que vão estar à venda ao almoço e ao jantar, à semelhança do que sucedeu na véspera. No teatro de rua será possível conhecer (mais) um pouco da história de Miro. Isto porque além das lides, dos pregões e do mal dizer, as ruas vão também receber meninos com sacola da escola que quando avistarem a professora iniciam uma fuga. Tudo porque o lugar conheceu uma professora “que vivia na escola e ao domingo quando visse um menino a brincar punha-o de castigo na escola”, recorda Manuel Nogueira.

O teatro, as bancas de rua a vender produtos vão estar “acompanhados” pelas atuações dos grupos folclóricos de Chelo, S. Pedro de Alva e Carvalho (Vila Nova de Poiares), garantindo um colorido e animação diferentes. Na 11.ª edição da Festa da Broa, Licores, Compotas, Plantas Aromáticas e Artesanato, há muito para conhecer, provar e apreciar em Miro, em dois dias que prometem igualmente muita animação. 

Rute Melo - Diário As Beiras


Post Top Ad