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17 de setembro de 2015

SOLIDARIEDADE - Coimbra conheceu projectos da Plataforma Apoio aos Refugiados



“Vemos, ouvimos e lemos. Não podemos ignorar”. É o início de um poema de Sofia de Mello Breyner, mas é também o lema da Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR) que se apresentou terça-feira à noite no auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra.

Algumas dezenas de pessoas participaram na sessão, interessadas em saber mais sobre esta que Rui Marques considerou ser «a maior crise de refugiados desde a 2.ª Guerra Mundial» e o modo como podem ajudar. «Não nos queremos substituir ao Estado, a quem compete liderar o processo de acolhimento e integração dos refugiados em Portugal», deixou claro o membro da PAR.

A plataforma nasceu há semanas e é resultado do envolvimento de um conjunto de instituições nacionais e internacionais da sociedade civil como a Amnistia Internacional, a Cáritas Portuguesa, a Unicef ou a Comunidade Islâmica.

Rui Marques apresentou o site da PAR – www.refugiados.pt – onde estão informações e esclarecimentos sobre a organização, assim como os mitos e dúvidas associadas ao acolhimento de refugiados, provocadas por informações «distorcidas e descontextualizadas» que surgem na Internet, nomeadamente nas redes sociais.

«Façam, por breves segundos o exercício de se colocarem na pele destas pessoas», apelou, considerando «ridículo» pensar-se que a vinda de refugiados corresponde a uma invasão. O número de refugiados que Portugal irá receber (entre os 1.500 e os 5.000) representa um ínfima percentagem da população portuguesa.

O projecto PAR Famílias é o modo principal de ajuda desenvolvido pela plataforma. Prevê o «acolhimento e integração de crianças refugiadas e famílias em Portugal, em contexto comunitário», contando com o envolvimento de instituições locais (IPSS, autarquias, associações, instituições religiosas e outras). Os refugiados são acolhidos pelas instituições e é através delas que é canalizada a ajuda, ao nível de alojamento, aprendizagem do Português, integração das crianças na escola ou acesso à saúde.

A PAR aceita voluntários (há muitos inscritos, garantiu Rui Marques), para o apoio logístico, apoio ao ensino da língua, acompanhamento na integração dos refugiados. Divulgar a PAR nas redes sociais e desmistificar a vinda de refugiados para Portugal é outro tipo de ajuda possível, sublinhou Rui Marques.

Um dos momentos altos da sessão foi o testemunho de Sabina, uma refugiada da Bósnia acolhida em 1992 por uma família em Soure e que hoje é licenciada em arquitectura pela UC, casada com um português e está plenamente integrada na sociedade e cultura portuguesas. João Gabriel Silva, reitor da UC, encerrou a sessão, garantindo que os estudantes refugiados serão bem acolhidos na Universidade de Coimbra e confirmando a disponibilidade para cooperar.

Fonte DC

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