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10 de outubro de 2015

AMBIENTE - Açude do Louredo já deixa passar as lampreias



Está concluída a intervenção no açude do rio Mondego, na localidade de Louredo, que permite que as lampreias, bem como outras espécies, possam prosseguir a sua jornada de subida do rio. Uma empreitada inserida no projecto de reabilitação dos habitats de peixes diádromos (que migram entre o mar e o rio) na bacia hidrográfica do Mondego.  

Trata-se de uma empreitada que envolveu, também, intervenções nos açudes de Formoselha, Palheiros, Ronqueira, Reconquinho e Penacova, representou um custo de 307 mil euros, de acordo com nota da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares, e resulta de uma parceria entre a Universidade de Évora, os municípios de Poiares, Penacova, Coimbra, Montemor-o-Velho, entre outras entidades, financiado pelo Ministério da Agricultura e do Mar e pelo Fundo Europeu das Pescas.  

Uma intervenção que, faz notar a autarquia, «teve por objectivo a construção de soluções adaptadas, que possibilitem a criação de passagens designadas de “naturalizadas” ou “rústicas”», como aquela que foi integrada no açude de Louredo, que permitem a «transposição destes obstáculos por parte das diferentes espécies piscícolas que habitam no troço principal do rio Mondego».  

Apesar de resolver o problema da migração das espécies piscícolas, as intervenções levantam algumas questões no que ao turismo de natureza diz respeito. E foi, de resto, com o objectivo de analisar estas repercussões, nomeadamente «perceber os constrangimentos que a criação destes açudes» acarreta, que o presidente da Câmara de Poiares, João Miguel Henriques, reuniu com o seu homólogo de Penacova, Humberto Oliveira, bem como com diversos operadores turísticos que desenvolvem a sua actividade no rio Mondego.  

O encontro teve lugar no açude de Louredo e permitiu aos «responsáveis políticos perceber “in loco” as dificuldades com que as empresas que promovem desportos de aventura, nomeadamente as descidas de rio em caiaque e canoa, se deparam para conseguir ultrapassar as barreiras físicas que forma sendo criadas pelo homem ao longo do Mondego». 

«Sensibilizados pelo problema que pode afectar o desenvolvimento turístico e económico de toda esta região», os dois autarcas prometeram «envidar todos os esforços no sentido de resolver esta situação», refere a mesma nota. Salienta, por outro lado, que estão previstos novos encontros que «permitam chegar a uma solução de consenso e que não coloque em risco toda a actividade turística no rio Mondego»