IP3 - População reúne-se em Gondelim contra traçado de futura autoestrada - PENACOVA ACTUAL
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2 de novembro de 2015

IP3 - População reúne-se em Gondelim contra traçado de futura autoestrada

Várias dezenas de cidadãos do concelho de Penacova e utentes do IP3 (itinerário principal que liga Coimbra a Viseu) "reprovaram" ontem em Gondelim o traçado proposto pela empresa IP para a Via dos Duques (autoestrada Coimbra-Viseu), que prevê designadamente "o atravessamento do rio Mondego na zona da Mata de Vale de Canas [em Coimbra] e da Serra do Buçaco".
De acordo com o estudo prévio, a futura via, "além de atravessar uma grande parte do território do concelho [de Penacova] muito próximo de zonas habitacionais, afetando a sua qualidade de vida e destruindo os seus bens", também terá grande impacto ambiental, afirma a resolução aprovada por aqueles cidadãos, que se reuniram hoje, em Gondelim, localidade da freguesia de Penacova, para debater o assunto.
Além de constituir uma "forte agressão ambiental e ecológica", podendo mesmo "afetar as reservas das águas de Penacova e do Luso", o trajeto preconizado pela IP também terá "elevados custos" e apresenta-se como "uma duplicação de infraestrutura do mesmo tipo na mesma região", adverte o mesmo documento.
Os participantes na reunião apelam, assim, à IP e ao Governo que promovam o estudo de "alternativas menos onerosas para o país e para as populações, com menor impacto ambiental, paisagístico e ecológico e que possam servir melhor o território e o desenvolvimento regional".
A nova autoestrada não se deve sobrepor ao "IP3 e a outras estradas já existentes, que devem continuar a existir como vias alternativas e sem portagens", sustentam.
Os participantes no encontro exigem, por outro lado, que o IP3 seja "urgentemente reparado entre os nós da Espinheira e Souselas" e que, "a médio prazo, seja melhorado entre a zona da Barragem [da Aguieira] e o IC2, com o alargamento de todo o traçado para quatro faixas", e "a reabertura do acesso ao IP3 no nó do Alto das Lamas, no sentido de Coimbra-Viseu".
Esta posição vai ser objeto de um abaixo-assinado a enviar à IP, disse Eduardo Ferreira, da Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3, uma das entidades promotoras da reunião.
Os participantes no encontro também se manifestaram "sensíveis aos argumentos razoáveis, apresentados pelas câmaras municipais da Lousã, de Vila Nova de Poiares e de Góis", contestando igualmente o trajeto proposto pela IP e defendendo que a nova via entre Coimbra e Viseu seja construída na "margem sul do Rio Mondego, ligando a A13 [Coimbra-Tomar] à zona da Aguieira, com passagem pelo concelho de Vila Nova de Poiares, disse à agência Lusa Eduardo Ferreira.
O novo traçado parcial do IP3 teria "toda a vantagem com uma ligação direta à A13 que tornasse mais rápidas as viagens para Coimbra ou para Lisboa, para os atuais e novos utentes", sustentam aquelas autarquias, considerando que a nova via deverá "alcançar a A13" a partir de Santa Comba Dão (distrito de Viseu), por Vila Nova de Poiares e Ponte Velha, "constituindo-se aqui como uma alternativa à EN17" (Estrada da Beira).
Lusa

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