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23 de janeiro de 2016

PREVENÇÃO - Sistema de alerta de cheia do Mondego vai ser revisto



A Ordem dos Engenheiros (OE) vai, a convite do Governo, estudar e desenvolver uma estratégia para o sistema de alerta de cheia do rio Mondego. A medida foi tomada ontem, após uma reunião do ministro do Ambiente na Câmara Municipal de Coimbra, em que estiveram presentes todas as entidades envolvidas na gestão e avaliação das cheias ocorridas entre 9 e 11 de Janeiro.

Segundo uma nota de imprensa do Ministério do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes propôs o convite à OE para «revisão do sistema de alerta de cheia no Mondego, o que foi aceite por todos os participantes».

De resto, o convite do governante foi já aceite pela ordem profissional e os trabalhos terão início da próxima semana. Dentro de um mês, informa o Ministério, «estará concluído o relatório preliminar», com o relatório final a ficar «terminado dentro de três meses».

O trabalho incluirá a análise e elaboração de procedimentos. Segundo fonte do Governo, «há a noção de que tudo foi dito a tempo e a horas», importa, pois, perceber o que aconteceu. Esta sensação de cumprimento é reforçada no documento enviado à imprensa, ao recordar que «entre 9 e 11 de Janeiro a subida das águas do rio Mondego causou inundações em especial na cidade de Coimbra. Apesar dos alertas terem sido accionados e das diferentes autoridades terem actuado como previsto não foi possível evitar os estragos conhecidos».

No encontro de ontem, refira-se, «foram avaliados os aspectos hidrológicos, as medidas de prevenção e minimização e a articulação entre as diversas estruturas envolvidas», estando presentes o ministro e o secretário de Estado do Ambiente, os presidentes das câmaras municipais de Coimbra e Montemor-o-Velho, um representante do secretário de Estado da Administração Interna, bem como representantes da Agência Portuguesa do Ambiente, da Administração da Região Hidrográfica do Centro, da Protecção Civil e da EDP.

As cheias de 11 de Janeiro causaram prejuízos elevados a operadores de ambas as margens, nomeadamente no Parque Verde, mas também em casas particulares na margem esquerda. Ontem, os Bombeiros Sapadores continuavam a retirar água do mosteiro de Santa Clara-a-Velha, cujos prejuízos, segundo a directora regional da Cultura do Centro, Celeste Amaro, superam os 400 mil euros, e obrigam a um encerramento que deverá prolongar-se por meses. A responsável, que associa as cheias «a erro de alguém», tem repetido a intenção de apresentar a factura dos estragos à EDP, gestora do sistema de barragens Aguieira/Raiva/Fronhas.

Fonte | Diário de Coimbra

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