CIÊNCIA NA ESCOLA - Alunos de Penacova representam o distrito de Coimbra


O nome poderá ser considerado, no mínimo, “estranho”: “AD501”. Em causa está a construção de um “drone”, um projecto desenvolvido pelo Agrupamento de Escolas de Penacova, que hoje disputa, com mais nove projectos, o Prémio Faqtos. A sessão está marcada para o Instituto Superior Técnico, em Lisboa. A “voar” com o “drone” estão Joel Gonçalves, Diogo André Silva, Ana Lúcia Engenheiro, alunos da turma A do 12.º ano, e ainda Nuno Nogueira, do curso profissional de Técnico de Informática e Gestão.

Uma “aliança” entre duas vias diferentes de ensino, “regular” e profissional que, reconhece Dulce Pires, adjunta da directora do Agrupamento de Escolas de Penacova, não é muito habitual, mas que, neste caso resultou em pleno. A professora explica esta “articulação” entre os alunos, cujo projecto tem uma forte componente na área de Física, sendo, de resto, orientado pela professora Ana Paula Fernandes, docente de Físico-Química. Resolvida esta componente com os três alunos da turma A, “faltava-lhes” «alguém da área da Informática, que assegurasse a "parte" de programação». Daí a entrada de Nuno Nogueira para a equipa.

Equipa que começou o projecto, no início do ano lectivo, com um “combate” em duas frentes. Ou seja, uma dupla aposta, por um lado no Projecto Ciência na Escola, da Fundação Ilídio Pinho, e também ao Prémio Faqtos do INOVINESC Inovação/Instituto Superior Técnico. A primeira aposta acabou por “ficar pelo caminho”, pois embora o projecto tenha passado a fase regional, não integrou os 100 finalistas a nível nacional. Sorte diferente teve esta segunda aposta, com o “drone” criado pelos alunos de Penacova a passar as diferentes fases e a atingir a final, que reúne 10 projectos.

Com notório orgulho, Dulce Pires sublinha que o Agrupamento de Escolas de Penacova é o único do distrito nesta final e enaltece a importância deste tipo de desafios para os alunos, que o Agrupamento procura incentivar. «Eles gostam e empenham-se», refere, salientando o «reforço da auto-estima» que também representam, sobretudo para os alunos dos cursos profissionais, que «ficam com a noção de que são capazes de fazer e de vencer», mais, que «conseguem desenvolver projectos que podem ter uma aplicação e representar uma via para o futuro». Aliás, o Agrupamento de Penacova já conseguiu subir ao primeiro lugar do “podium”, quando, em 2012, conquistou o Prémio Monit, dinamizado entre 2002 e 2012, sob a chancela do Instituto de Telecomunicações, com a mesma equi - pa que agora lidera o Faqtos. Na altura, recorda Dulce Pires, um grupo de cinco alunos construiu um robot e conquistou o primeiro prémio do concurso.

Dez projectos disputam o “podium”

São 10 os projectos que hoje, no Instituto Superior Técnico, disputam o Prémio Faqtos. Dos Açores vêm dois, da Escola Básica e Secundária das Flores e da Escola Básica e Secundária de Santa Maria, respectivamente Frequências do Ocidente II – O Regresso e Sistema Autónomo de rega, Monitorização e Controlo Rádio. São três os projectos de Aveiro, dois da ES/3 de Arouca - O radar meteorológico como detector de incêndios florestais e Influência das RFR no desenvolvimento embrionário do caracol L. stagnalis - e outro da ES/3 Soares Basto, de Oliveira de Azeméis – Rádio4All. Lisboa está representada com dois projectos, Hospital Assistent System, e Rescue RaspPIBot, ambos da Escola Profissional Instituto de Educação Técnica. Da Madeira vem o Sync on FF´s Waves, com a chancela da Escola Secundá- ria Francisco Franco e o distrito de Santarém está presentado pela Escola Profissional Gustave Eiffel, do Entroncamento, com Quick Grab (Mola-sensor de humidade).

Manuela Ventura - Diário de Coimbra

  etiquetas , ,