JUSTIÇA - Madeireiro acusado de atear incêndios em Penacova conhece sentença na próxima terça-feira - PENACOVA ACTUAL
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3 de julho de 2016

JUSTIÇA - Madeireiro acusado de atear incêndios em Penacova conhece sentença na próxima terça-feira



O Ministério Público (MP) pediu, no Tribunal de Coimbra, pena efetiva para o madeireiro acusado de ser o autor de três incêndios em Penacova, em 2015. A leitura da sentença está marcada para terça- feira às 14H00.

Durante as alegações finais, a procuradora do Ministério Público considerou que o arguido, apesar de ter “consciencialização da ilicitude” dos atos de que é acusado, não assumiu “de forma clara a prática dos factos” nem demonstrou arrependimento.

O Ministério Público acusa o madeireiro de 49 anos de três crimes de incêndio florestal: um deles chegou a ter três frentes ativas, consumiu cerca de 130 hectares de área florestal, entre 10 e 12 de agosto (dia em que o fogo foi declarado extinto), e mobilizou 38 corporações de bombeiros, num total de 231 homens e 74 meios de apoio terrestre e aéreo.

Já a advogada de defesa, que conhece o arguido “há 20 anos”, recordou que este foi sempre “uma pessoa correta, muito trabalhadora e verdadeira”, trabalhando sempre “com graves dificuldades”.

Para a defesa, a situação não surge “em 2015 com os incêndios”, mas desde 2013, ano em que o arguido terá começado a sofrer de uma depressão, “que não foi acompanhada e que, talvez, nem teve o apoio o necessário da família”, que tinha fracos recursos.

O madeireiro, durante a primeira sessão de julgamento, afirmou que não trabalhou entre 2013 e 2015 e tentou suicidarse duas vezes, sendo que o mal-estar terá surgido depois de ter perdido 100 mil euros que tinha dado a um empreiteiro, que faliu.

O arguido “não teve a noção do perigo e dos prejuízos que iria causar. Ele não andava bem”, salientou a advogada, defendendo que o arguido seja condenado com pena suspensa, sujeita a tratamento médico.

No decorrer das alega- ções da defesa, o arguido, visivelmente abalado, interrompeu várias vezes o discurso da advogada, referindo que “não andava bem”.

“Esteja lá calado”, advertiu o juiz que presidia ao coletivo.