PENACOVA A BELA ADORMECIDA? - Luís Reis Torgal




Talvez tenha de recorrer aos seus bons ofícios para aí [na Imprensa da Universidade] imprimir um relatório oficial. Quando passar em Coimbra no próximo verão, como espero, em trânsito para Penacova ou Cucujães, onde tenciono e careço de repousar, conversaremos.
(Carta manuscrita do Dr. Caetano Gonçalves, um dos futuros organizadores da edição dos textos de António José de Almeida, ao Professor Joaquim de Carvalho, outro dos coordenadores e prefaciadores, datada de Lisboa, a 7 de Fevereiro de 1922. Arquivo Pessoal do Professor Montezuma de Carvalho)

Penacova, pequena vila sit[uada] a 270 m. de alt[itude], cabeça de Conc[elho], com sua indústria quase apenas reduzida ao fabrico de palitos (…), poucos estabelecimentos comerciais e nenhum edifício notável, só vale verdadeiramente pela sua romântica situação, debruçada como está sobre um dos mais selváticos trechos do Mondego, que ali corre apertado entre abruptas penedias. É, por isso, uma pov[oação] hoje frequentada como estação de Verão e uma das terras mais visitadas da Beira, fazendo parte do interessante triângulo de turismo Coimbra-Penacova-Bussaco.

(Guia de Portugal, , Beira, I – Beira Litoral, 1944).

—Bernaaaaaaardo!!!
—Que é?
—Arre que és surdo!
—Que é?
—Queres ir a Penacova?
—Não.
—Ó minha besta! Não queres ir a Penacova?! És caloiro e basta…
—Fazer o quê?
—Fazer o quê! A Penacova nunca se vai fazer nada. Achas pouco? Com um dia destes achas pouco…?

(Branquinho da Fonseca, Porta de Minerva, 1947)

Maneirinha, muito alegre, [Penacova] desfruta de uma claridade específica que lhe é conferida pelo sol e pelo espelho das águas do Mondego, e de um clima seco e suave que a predestina em especial para servir de estância de repouso.

(Nelson Correia Borges, Coimbra e Região, 1987)

Penacova vila-miradouro

É verdade que se trata de uma adjectivação demasiado trivial (um lugar-comum, como se costuma dizer), mas é difícil encontrar outra que melhor lhe sirva — a bela adormecida.
Penacova faz jus à sua origem linguística: um penedo (pena ou penha) virado para um vale profundo (cova). Falta apenas no seu topónimo o rio, que serpenteia lá no fundo. Constitui, sem qualquer exagero, uma das paisagens mais belas da região de Coimbra. Daí que no início do século XX tenham sido construídos os seus miradouros ou mirantes (belvedere — “ver o belo” — é ainda uma palavra mais adequada, de origem italiana, mas que não usamos, ao contrário dos nossos irmãos brasileiros): a ramada de Raul Lino, de 1918, continuada depois do edifício da Câmara, mas morta ali a sua beleza com a destruição da Pensão Vizeu, um dos edifícios mais interessantes existentes na vila, substituído pelo prédio mais feio, digno do camartelo; o mirante mandado construir por Manuel Emídio da Silva em 1908; e o Penedo do Castro, da mesma data. Afinal a Sociedade de Propaganda de Portugal e Augusto Simões de Castro, o autor do Guia do viajante na Serra do Buçaco, que terá imaginado o penedo-miradouro, sabiam o que faziam, olhando para as belas paisagens que destes locais se podem desfrutar.

Património natural e património histórico – o que permanece e o que lá vai…

Os “aristas” e o que já lá vai

Mas, apesar disso, Penacova continua adormecida, mais do que nunca, desde que os lugares de turismo de lazer e de ar puro (os “aristas” vinham para Penacova descansar e curar-se de doenças do corpo e da alma) foi desaparecendo, como o seu hotel no “terreiro”, as suas pensões de que resta, felizmente, a Pensão Avenida e algo  da Casa de Repouso da D. Raimunda (hoje pertencente à Igreja, mas de que pouco transpira), com os seus serões culturais e sociais, que se prolongavam no Casino. Continua adormecida, pese embora as qualidades paisagísticas e o património notável que a envolve.

O Mondego, o Alva, os moinhos, as azenhas…

O Mondego já não é uma estrada líquida de transporte de lenha, de legumes e de lavadeiras que ainda conheci bem vivo, por aportarem as suas barcas serranas no fundo do Parque da Cidade, em Coimbra, onde me deslocava com os meus pais, na minha infância, aos Domingos, para ouvir os concertos das bandas no coreto. Mas continua a ser uma estrada, agora de lazer, dos caiaques que o descem no Verão. O Mondego ainda é um lugar de pesca e passou a estar bordejado do parque de campismo, da praia fluvial, dos restaurantes da lampreia, na época, e de algo mais, de qualidade ou com menos qualidade, além de um belo hotel na Conchada, próximo da aldeia de Oliveira do Mondego, a que não se dá a importância que merece. E há o outro rio, afluente do Mondego, o Alva, onde se encontra a bonita paisagem do Vimieiro que alberga o melhor restaurante da região. Tem Penacova ainda os moinhos, embora só o senhor Lino Branco (sem apoios de programas da União Europeia) persista em pôr no seu as velas, o seu museu que se mantém, apesar da morte dramática do senhor Abílio (a quem dediquei umas palavras de recordação neste espaço), agora em certo sentido melhorado, e as azenhas, algumas destruídas e poucas a funcionar ou, ao menos, a estarem de pé, com as suas rodas. Poucas moem farinha, como as rodas da rega já não regam, embora continuem a trabalhar, como no Vimieiro. E há também os fornos de cal e alguns caminhos pedestres e de bicicleta de todo o terreno, um junto (que parece ir ser reconstruído) da “livraria do Mondego”, interessante formação geológica, como deveria ser indicada na estrada, para não se pensar que se trata mesmo de uma cidade-livraria, como sucede em algumas urbes históricas existentes na Grã-Bretanha ou em Espanha…

O casario de Penacova… e Lorvão, a “jóia da coroa”

Existe também e sobretudo o património histórico. Não que a vila tenha belas casas apalaçadas como sucede com a Lousã, mas são interessantes algumas residências e sobretudo as ruas estreitas da velha povoação, que termina no antigo Preventório e no mirante Emídio da Silva. Outrora fora castelo, que ainda se recorda no seu brasão, com os dois corvos de sentinela, e teve um palácio dos duques do Cadaval no lugar que, depois de um incêndio, deu origem aos Paços do Concelho, datado de 1902, que talvez tenha substituído o pequeno edifício do centro da vila, com a pedra de armas de coroa picada, provavelmente (como em tantos casos por esse país fora) por altura da implantação da República.
A sua igreja tem algum interesse pelas capelas da Casa do Cadaval e de uma antiga aristocracia provinciana. Mas há, sobretudo, Lorvão que é dos primeiros mosteiros beneditinos, com memória de uma história única, a que dediquei um pequeno trabalho quando ainda nem sequer era aprendiz de historiador — frequentava então o liceu —, mas que foi objecto de tantos estudos de interesse, a culminar com uma excelente tese de doutoramento do meu colega Nélson Correia Borges. Felizmente tem sofrido obras de restauro e o seu órgão toca agora com raro som virado para a igreja e para o coro, notável exemplar do barroco. Além de ter concertos e manifestações culturais diversas, salientando-se a sua excelente Filarmónica. A música tem sido, de resto, a grande inspiradora das belezas de Penacova.
Lorvão tem também a pastelaria do Café do Convento, que fez conhecer no país a doçaria conventual da terra, faltando-lhe apenas um bom restaurante. Mas merece, além disso, um restauro das belas casas que se estendem em altura para apanhar o sol, que mal chega a este vale profundo caracteristicamente beneditino. E possui a casa em que — segundo a tradição — estacionou o Duque de Wellington, onde se encontra o centro de saúde e onde poderia instalar-se um centro que servisse o viajante (um belo restaurante, por exemplo).

António José de Almeida, as terras do Alva e a aldeia do Carvalho com o seu pelourinho

Tem, como património mais recente, a casa onde nasceu uma das figuras de político republicano mais celebradas, António José de Almeida, ali em Vale da Vinha, na freguesia de S. Pedro de Alva (que deveria ser do Alva, porque se trata do rio Alva), cujo busto se encontra agora, na sede do concelho, em frente ao município, como existe uma estátua de corpo inteiro no largo da sua terra, em frente ao Lar Mário da Cunha Brito. A povoação chamou-se até ao fim do século XIX Farinha Podre, pelo facto (suponho) de ali passarem os comboios dos viajantes e almocreves e deixarem, pendurados nas árvores, os seus sacos com alimentos, ou o que deles restava, em que o pão (ou a farinha ) era dominante e que ia apodrecendo.
Militante idealista da República, orador de rara sensibilidade, deputado republicano no Portugal monárquico, o médico e político António José de Almeida era filho de um proprietário da região e presidente da Câmara de Penacova, José António de Almeida, homem sem grandes estudos mas com aquela cultura que dá alma ao povo. António José bateu-se como parlamentar por propostas inovadoras como o descanso semanal (que hoje se vai perdendo cada vez mais em subempregos de escravatura). Como ministro do Interior, levou a efeito as reformas mais notáveis da República, como a tentativa de formação de uma escola pública e laica, sem juramentos religiosos, e como a criação das Universidades de Lisboa e do Porto e de escolas que o levaram a ser uma das figuras mais elogiadas pelos professores do ensino primário (que injustamente tanto esquecemos, neste país de “doutores” ou de “bacharéis”, como dizia Ramalho Ortigão na caricatura da Universidade de Coimbra de Rafael Bordalo Pinheiro, de quem António José fez o discurso fúnebre no cemitério dos Prazeres em Lisboa, no início de 1905).
Como deputado já no tempo da República, bateu-se por causas discutíveis como a entrada de Portugal na guerra, mas também por causas modernas, como a criação da aeronáutica militar. Como Presidente do Ministério, foi o governante do tempo trágico de uma guerra sem grande honra e proveito para Portugal, cuja memória, todavia, se procurou resgatar através dos monumentos aos seus mortos, existentes nas nossas cidades e vilas e de que Penacova possui uma simples pedra neo-manuelina num cantinho da pérgola. Almeida foi um dos entusiastas desses monumentos, que foi inaugurando como Presidente, o único da I República a cumprir um mandato completo de quatro anos (1919-1923). Estadista de convergência republicana, bateu-se sempre, com o seu idealismo, por um regime que pensava que mudaria a face do país, mas que continuou a soçobrar até que foi destruído pela Ditadura Militar e pelo Estado Novo. Este não teve coragem sequer para mudar o regime, que permaneceu formalmente “republicano”, e manteve a maioria dos seus feriados cívicos, além de ter permitido a construção da estátua de António José de Almeida num dos lugares nobres da capital, inaugurada em 1937.
Foi o primeiro chefe de Estado a visitar o Brasil — para onde foram muitas gentes do concelho de Penacova — e a animar a primeira viagem aérea ao país irmão, de Gago Coutinho e Sacadura Cabral. José Santos Leite, da aldeia de Telhado, em Figueira de Lorvão, foi o corajoso aviador do primeiro voo militar em 1916.
Além disso o concelho tem ainda, bem esquecido, o único pelourinho erguido da região, na antiga vila do Carvalho, que veio a ser morgadio do Marquês de Pombal e cujo brasão se encontra ali numa casa restaurada das ruínas por um particular.

Porquê esta “bela adormecida”?!

Como é que esta terra e este concelho, com notáveis características, estão adormecidos!? Porque é que temos a sensação que quase está isolada e morta, sem vida, apesar de ser frequentemente procurada não tanto por gente de Coimbra (que quase a desconhece, embora passe ao lado dela quando se desloca, por exemplo, para Viseu, ou, por Oliveira do Hospital e Seia, para a serra da Estrela…), mas por viajantes, portugueses e estrangeiros que procuram os cantinhos deste Portugal desconhecido?
Experimente-se pernoitar na vila. Há só a modesta mas orgulhosa Pensão Avenida e os quartos de uma residencial desaparecida, pois o hotel que se chegou a chamar Palacete do Mondego (suprema tolice!), mas que regressou à razão apelidando-se correctamente Hotel de Penacova, desapareceu por má concepção e, sobretudo, por má administração. Quando regressa feito outro, mas nunca (por favor!) feito qualquer igreja ou lar de terceira idade, para fazer companhia, ali com essa magnífica vista, ao Hotel da Conchada, que (como dizia) merecia outro carinho por parte de todos nós?
Experimente-se almoçar ou jantar na vila ao Domingo, fechadas que estão as simpáticas tabernas e a sala de jantar da pensão? Nada existe, pois há mais de um ano estão fechados os restaurantes, cujas instalações pertencem à Câmara: o Panorâmico e o Restaurante das Piscinas, que felizmente agora vai reabrir.
Restam os restaurantes fora de portas e os cafés do terreiro, onde vivem o Café de Turismo e o Café Beirão, café de tertúlia, de boa e de má língua, como todos os cafés de amigos que se encontram para conversar, e os cafés que se foram semeando pela vila e nas suas imediações.
Como é possível que estejam então adormecidos esta vila e este concelho de excelentes potencialidades, com um notável património da natureza, um importante património construído e até um artesanato únicos?! Como é possível que quase não existam no concelho museus, pequenos ou grandes, que são centros de atracção e que — ao contrário do que pensam muitos museólogos — representam o amor à terra e ao pouco ou muito que possuem as suas gentes! Sim, porque não se pode chamar museu ao que existe actualmente em Lorvão, depois de se ter feito um novo, discutível como tantos outros, mas desta vez destruidor do património, pois em vez de utilizar o vasto mosteiro se encarrapitou no cimo do claustro, com o seu metal já ferrugento e um elevador desadequado, mas que espero ainda ver a funcionar. Já existiu a chamada (não sei porquê) Casa da Freira, mas pouco resta do seu modesto espólio. Resta o Museu do Moinho Vitorino Nemésio, alguma coisa a céu aberto, como os próprios moinhos, nas belas serras de Gavinhos, da Atalhada (onde morreu o restaurante e o sonho de transformar os moinhos em apartamentos de turismo rural) e do Carvalho, e os fornos de cal. Mas há património disperso por animar, como o tronco do ferrador de Figueira de Lorvão — completo, com todos os objectos do ofício desaparecido.

Penacova e o futuro

Enfim, Penacova só será viva se o Município assim o quiser, voltando a animar o velho edifício da Câmara e deixando para os serviços o novo e pouco interessante edifício do Estado Novo, criando um movimento cívico que valorize o seu património da vila e da região. Pondo de parte as Águas de Penacova, que poderão valorizar mais a terra, como contribuíram para tornar famoso o seu nome através das suas garrafas, o que resta da indústria dos palitos (que a tornaram importante outrora, onde quer que nos encontrássemos) e pouco mais, Penacova terá de ser um concelho de turismo ou de viajantes (como me chamava, e eu orgulhei-me do epíteto, um notável físico e um não menos excelente contista, aqui nascido, em Paredes, mas desconhecido aqui, como tantos outros, o Professor Manuel Ponce de Leão Policarpo). Também pode ser um concelho de cultura. Não me refiro apenas à cultura com um sentido erudito: tantos professores, artistas — como é possível esquecer aqui o Mestre Martins da Costa ou a excelente iniciativa da Escola de Música, as Filarmónicas e o grupo coral Divo Canto que até nos brindou com uma ópera com uma dignidade invejável?! —, arquitectos, jornalistas, sociólogos, políticos, no sentido de cidadãos empenhados na vida da comunidade, e homens de cultura que aqui nasceram ou vivem. Mas entendo-a sobretudo como interesse inteligente pela vida e pelas suas “coisas”, da qual fazem parte os seus industriais, os seus madeireiros, os seus agricultores, os seus artífices de excelente qualidade. E também os seus pequenos espaços, como as suas tabernas e as suas “vendas”, vivas e mortas, que merecem renascer, como a notável loja do Senhor Viseu.
Só o será, porém, se houver um movimento que se levante na vila e se estenda a todo o concelho, a todos os penacovenses espalhados pelo mundo e à Casa de Penacova de Lisboa. É preciso um movimento que transforme Lorvão num lugar ainda mais marcante (há tantos lugares menos importantes a almejar o título de “património da humanidade”, quando Lorvão é um dos mais antigos mosteiros beneditinos, onde se copiaram e se decoraram os mais belos livros da nossa Idade Média, depositados na Torre do Tombo, um deles, o “Apocalipse” reconhecido agora pela UNESCO), que torne a casa de António José de Almeida (felizmente comprada pelo município, mas quase em ruínas e sem obras à vista, apesar de se ter celebrado a sua compra no passado 5 de Outubro e de se celebrar neste ano os 150 anos do seu nascimento) num lugar com história, que se criem outros “museus” que se venham a tornar centros de visita… Tudo isto a juntar ao que existe: o mosteiro de Lorvão, espaços de lazer e miradouros de sonho, como é hoje e foi desde o início do século XX, o Penedo do Castro…
Mas para isso são necessárias estruturas, de comer, beber e dormir, nesta bela adormecida, que só parece por vezes acordar com as festas populares dos meses de Verão ou com o tempo da lampreia que dura apenas algumas semanas.
A autarquia (esta e as anteriores) fez e faz o que pode — bem eu sei —, além de também fazer o que não deve, como é próprio do homem e das instituições, sobretudo neste tempo de crise económica, de crise da política (como cidadania) e, em especial, de crise da cultura. Todavia, não sei se reflecte, viva e criticamente, sobre o que faz e pode vir a fazer. Para isso, precisa da vontade de todos: dos que aqui moram, dos que aqui nasceram e raramente o dizem e aparecem para animar estas terras ou para nelas investirem, e mesmo daqueles (como eu) que vieram para aqui somente descansar e trabalhar no seu canto, mas que não são estranhos ao que se passa à sua volta. Só assim poderá despertar esta bela adormecida.


P.S.: Este texto, prometido ao meu Amigo Pedro Viseu, editor da “Penacova Actual”, já tem quase dois anos. Mas fui olhando para ele, no intervalo dos meus trabalhos, e, como é normal, fui-o corrigindo e actualizando. Teve tanta correcção e actualização que… deve estar, em muitos aspectos, incorrecto e desactualizado. Mas, neste ano de homenagem a Martins da Costa (graças à Câmara, mas especialmente a Álvaro Coimbra e à Família do Pintor, sobretudo a Diogo Martins da Costa Gama Rocha, e ao prefaciador Hélder Pacheco, que fizeram um livro belíssimo, adequado à beleza da pintura do Mestre), neste ano em que deveríamos estar a comemorar condignamente os 150 anos do nascimento de António José de Almeida e o centenário do primeiro voo de aviação militar em que participou José Santos Leite, natural de Telhado — os correios não esqueceram estas comemorações em filatelia e acabo de ler o artigo de António Valdemar no Público (26.6.2016) a reclamar a trasladação do corpo de António José de Almeida para Panteão —, achei que não deveria guardar este texto na gaveta do meu computador. Pouco digo sobre estes factos que foram assinalados (ou não…, pelo menos ainda) de forma digna ou envergonhada, mas fica a minha crítica (só não digo construtiva porque seria um pleonasmo) ao que se fez e não fez no nosso concelho.

  etiquetas ,