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17 de novembro de 2016

PORTUGAL INOVADOR - “Um grupo, três empresas, três países, um objetivo”

O Grupo Mondego, com sede em Penacova, é composto por três empresas internacionais que atuam de forma independente, mas que se compatibilizam quanto às origens e ao domínio em que operam, os Transportes e a Logística, numa rota que varia entre a Escandinávia, Espanha e Portugal.


Os primórdios do negócio remontam ao ano de 2002, data da fundação da Marginal do Mondego S.A., que se estabeleceu em Penacova no ano de 2011. Neste âmbito, a história da empresa tem um papel preponderante para que seja possível compreender o seu crescimento e o modo de agir no mercado. Na altura, a família Alves começou o trajeto com apenas três camiões e o objetivo a alcançar era o mercado sueco, sendo que, no imediato, começaram a fazer carregamentos para o país “pois se canalizássemos mais para lá, tínhamos mais oportunidades de rentabilizar o nosso negócio”, como nos explicam os irmãos Rodrigo Alves e Pedro Alves, administradores da empresa.

Relativamente à primeira empresa a ser efetivada, a Marginal do Mondego S.A, revela-se como a propulsionadora principal de toda ação alusiva às variadíssimas soluções de transporte e logística ao longo da Escandinávia e da Península Ibérica. “Em Portugal, dificilmente fazem o que nós fazemos, visto que temos saídas diárias para a Escandinávia e, nesta perspetiva, todos os negócios com aquela região serão sempre mediados por nós”, explica o administrador
Rodrigo Alves.

A ascensão é notória e após o primeiro armazém em Göteborg, sucedeu-se um com maior dimensão em Furulund que suportasse a dimensão dos carregamentos. Em agosto de 2014 a Marginal do Mondego inaugurou o seu primeiro escritório na Suécia, em Malmö. Rapidamente a oficialização do espaço aconteceu. Assim sendo, criou-se uma empresa sueca independente: a Mondego AB. O objetivo passava por elevar o nível de importação e expandir o negócio em terras escandinavas. De referir que “embora sejam independentes, as duas empresas apresentam objetivos comuns e colaboram entre si a todos os níveis”, indica Rodrigo Alves. É uma combinação entre ambas, em que o foco a reter são as soluções encontradas para os clientes.

Todavia a disseminação proliferou-se até ao mercado Espanhol. A juntar à criação do primeiro armazém em Vitoria, sucederam-se os estabelecimentos em Barcelona (com escritório incluído), e em Miranda de Ebro. Em 2015 é oficializada a terceira empresa do Grupo, a Marginal Mondego Spain S.L.. A relação entre o mercado da Espanha e da Escandinávia é a essência da empresa, que passa por melhorar e desenvolver a actividade nestas regiões. Paralelamente, os serviços da empresa sediada em Barcelona podem ser contactados para a distribuição e logística no interior do país, tal como entre Espanha e Portugal.


Em termos de recursos humanos, o Grupo Mondego conta com cerca de 150 a 160 pessoas. Uma característica singular dos trabalhadores prende-se com a baixa média de idades nos vários departamentos. Os dados são promissores face ao volume de negócio que o Grupo apresenta, na medida em que se a abrangência geográfica foi conseguida em tenra idade, já com mais experiência as proporções no mercado podem ser avassaladoras. Já a frota é composta por mais de 120 viaturas que, em conjunto, respondem às solicitações dos clientes.

Pedro Alves revela-nos que “90% dos clientes são transitários e 10% são clientes diretos na área do têxtil e dos automóveis”. A modernidade dos camiões que suportam o negócio é um fator a ter em conta por parte do Grupo Mondego. O administrador refere que, desde sempre, “se implementou uma estratégia que visa a redução do consumo de combustível, pois para além dos custos mensais serem menores, a poluição também diminui”.

O fator de diferenciação da empresa diz respeito ao modelo de negócio. “Não acreditamos que este mercado tenha futuro. Não acredito que daqui a 20 anos se vá continuar a sair de camião de Portugal para a Suécia, por exemplo. Acredito que, em alternativa, irão surgir outras plataformas como barcos ou comboio”, idealiza Rodrigo Alves. Como tal “quem tiver empresas já e quem olhar para a Europa como uma espécie de país, estará um passo à frente. E nós estamos a agir deste modo”, reforça. O exemplo do referido começa a ser executado em Espanha. Com a compra de quatro reboques para comboios e com uma parceria local, o transporte de comboio começa a ser usual para a empresa. O crédito, a experiência e o reconhecimento na área são fatores-chave que fazem evoluir o potencial do Grupo Mondego.


Para o futuro “existe a intenção de abrir um ponto no centro da Europa para fortalecer ainda mais o modelo de negócio. Se abríssemos algo na Bélgica ou Holanda seria interessante pelo facto de termos uma equipa a fazer a gestão do produto para a Escandinávia… se ia de camião ou de barco, por exemplo. O que em termos de custos ficaria muito mais acessível”, afirma. Acrescenta também o desejo de alargar as estruturas na sede da Marginal do Mondego S.A. em Penacova, visto que “aqui as instalações são pequenas e procuramos apropriar-nos de outro território aqui perto para alargarmos os estabelecimentos”, completa. 

Desde o início de atividade que o volume de negócios tem vindo a aumentar. Na atualidade o objectivo é chegar aos 17 milhões de euros. Em comparação com os outros anos, o número é relativamente superior, já que em 2013 a facturação ascendeu em cerca de 6 milhões de euros, em 2014 aos 8 milhões e 200 mil euros e em 2015 aos 12 milhões e 300 mil euros. 


Originalmente publicada na Revista Portugal Inovador, a quem agradecemos o envio do original.

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