SOLIDARIEDADE - Bombeiros de Penacova visitam portugueses em Newark

António Simões, comandante dos Bombeiros de Penacova, Paulo Dias, presidente da direcção da Associação Humanitária, e Humberto Oliveira, presidente da Câmara de Penacova, integram a comitiva que, sexta-feira, parte rumo aos Estados Unidos da América. Em “terras do tio Sam” têm um encontro «que já se realiza há 25 anos», sublinha o comandante, que junta emigrantes, oriundos de Penacova, radicados em Newark – a cidade mais “portuguesa” dos EUA - mas também das zonas de New York e New Jersey, e as respectivas famílias.

O jantar realiza-se no sábado, na sede do Clube Português de Newark, e as receitas, resultantes do jantar e do leilão de oferendas, revertem a favor dos Bombeiros de Penacova. Só em duas ou três situações, ressalva António Simões, é que os donativos foram encaminhados para «outras causas solidárias», igualmente de Penacova, e lembra, a aquisição de uma cadeira de rodas eléctrica para um senhor paraplégico.

Já com várias deslocações aos EUA, António Simões refere a «emoção» destes encontros. «Sentimo-nos muito acarinhados», diz, sublinhando o «grande apego» que os emigrantes têm à sua terra natal, onde alguns ainda têm os pais, avós ou outros familiares. Um «abraço de saudade» e de «gratidão», ao qual os Bombeiros procuram responder, «transmitindo-lhe um sentimento de segurança relativamente aos familiares que estão cá».

O valor do donativo não é, seguramente, o que mais importa. Até porque, faz notar o comandante, longe vai o tempo «em que o dólar valia uma fortuna». Mas sempre são amealhados «alguns milhares de euros» para ajudar os bombeiros, que no ano passado «rondou os quatro mil euros». Este jantar «não é tão significativo pela verba em si, mas pelo sentimento que representa», sublinha António Simões.

Habitualmente os donativos destinam-se a «comprar o que precisamos» e, neste momento, no entender do comandante, na primeira linha de necessidades estão aparelhos respiratório autónomos. Trata-se de um equipamento fundamental para determinado tipo de intervenções e «temos de substituir alguns, porque atingiram o limite de idade», explica. Em perspectiva estão seis aparelhos, que «representam segurança para os nossos operacionais», esclarece.

A comitiva regressa no dia 25 e, além do 25.º encontro, tem uma agenda totalmente ocupada com a comunidade portuguesa e penacovense, que contempla a deslocação a vá- rios locais e diversas visitas, nomeadamente aos Bombeiros de Newark.

Manuela Ventura - Diário de Coimbra

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