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3 de janeiro de 2017

SAÚDE - Lares não devem enviar idosos diretamente para as urgências

O presidente da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), José Tereso, apelou ontem para que os lares não enviem diretamente os utentes para as urgências sem antes consultarem o médico afeto às instituições.

A “esmagadora maioria das pessoas que vão às urgências são idosos” e parte “vêm diretamente dos lares sem verem antes médico nenhum”, afirmou José Tereso.

O presidente da ARSC falava à margem da cerimónia de receção aos novos internos do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (ver página 5) e disse aos jornalistas que constatou, recentemente, essa questão.

Para garantir uma melhor formação aos profissionais que trabalham nos lares estão a ser agendadas ações de formação para estes agentes. O objetivo é ajudar a dar uma melhor assistência, combater a infeção hospitalar e melhorar a prá- tica de prescrição de antibióticos. Em dezembro já se realizou uma ação em Aveiro e, no primeiro trimestre deste ano, realizam-se nos restantes concelhos do distrito de Coimbra.

Escolha pelo centro de saúde

Numa altura em que se aproxima o período crítico da gripe, o responsável da ARSC disse ainda que os doentes devem optar pela ida ao centro de saúde e não diretamente para as urgências do hospital. No último domingo, José Tereso esteve em Aveiro e constatou que algumas das pessoas doentes já o fizeram. Contudo, ontem reforçou esta necessidade, para que as urgências dos hospitais não levem os utentes a esperar seis ou mais horas. “O processo é muito mais célere se forem ao centro de saúde”, afirmou o clínico.

Os utentes devem ir ao médico de família que “tratará de os encaminhar para os serviços de urgência” se for necessário. No centro de saúde, garantiu, “é muito mais rapidamente atendido e com a mesma qualidade clínica”.
Rute Melo - Diário As Beiras

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