LAMPREIA - O município de Penacova marcou ontem o arranque do Festival que decorre até terça-feira - PENACOVA ACTUAL

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25 de fevereiro de 2017

LAMPREIA - O município de Penacova marcou ontem o arranque do Festival que decorre até terça-feira




















O município de Penacova juntou amigos e apreciadores da lampreia no almoço tradicional que marca o início do Festival da Lampreia.

Um evento que tem a colaboração de diversas entidades e a participação dos restaurantes locais e que decorre até terça-feira, dia de Carnaval. O número de lampreias que subiram o rio Mondego através da escada de peixe de Coimbra, desde 2013, tem sido irregular e rondou as 10 mil unidades nos dois últimos anos, segundo o investigador responsável pela monitorização.

Pedro Raposo Almeida disse ontem à agência Lusa que 30 a 40% das lampreias que ultrapassam aquela escada, na ponte-açude de Coimbra, são capturadas a montante para consumo. “Este número não é muito razoável”, lamentou o professor e investigador da Universidade de Évora, que coordenou o projeto “Reabilitação dos habitats de peixes diádromos na bacia hidrográfica do Mondego”.

Em 2016, este projeto apoiado pelo Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE) foi distinguido pela American Society of Civil e pela American Fisheries Society, nos Estados Unidos, com um prémio internacional pela intervenção realizada, entre Montemor-o-Velho e Penacova.

Apesar da oscilação da quantidade de lampreias que, ano após ano, sobem a escada de peixe, inaugurada em 2011, “a espécie denota alguma estabilidade” quanto ao número de efetivos que, vindos do mar, demandam o Mondego e os afluentes para desovar. Segundo os dados disponíveis da monitorização científica, cerca de 8.300 ciclóstomos passaram a ponte-açude de Coimbra em 2013, número que quase triplicou em 2014, com 22 mil animais.

Em 2015, segundo Pedro Raposo Almeida, esse registo desceu para cerca de 10 mil, a que se seguiram 9.500 lampreias em 2016. O cientista justifica a estabilidade da espécie na bacia do Mondego com os dados relativos à abundância de larvas verificada a montante de Coimbra, nos últimos seis anos.

A quantidade de enguias em estado larvar “aumentou mais de 30 vezes”, desde 2011, congratulou-se Pedro Raposo Almeida, que ontem visita Penacova e Coimbra, no âmbito dos seus trabalhos de investigação.

Fonte Diário As Beiras