SERRA DA ATALHADA - Autarquia preparou terrenos para reflorestação, com recurso ao uso do fogo controlado - PENACOVA ACTUAL

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22 de fevereiro de 2017

SERRA DA ATALHADA - Autarquia preparou terrenos para reflorestação, com recurso ao uso do fogo controlado


Muitas pessoas da cidade de Coimbra, bem como de outras localidades limítrofes, ficaram ontem alarmadas com o fumo no ar e cheiro a queimado, mas, não passou do resultado de uma acção de limpeza de terrenos da Câmara Municipal de Penacova.

De acordo com o segundo comandante dos Bombeiros Voluntários de Penacova, Vasco Viseu, a queima de sobrantes e uso de fogo controlado em mato rasteiro, foi uma iniciativa da autarquia penacovense, que, através de um empresa privada, certificada para o efeito, decorreu em terrenos camarários, tendo em vista a sua reflorestação.

Recorde-se que aquela zona foi afectada por vários incêndios severos no ano de 2015, sendo agora necessário repor a mancha florestal numa área relativamente extensa. De acordo com Vasco Viseu, os bombeiros estiveram no local apenas como meio de prevenção, tendo sido desmobilizados ao final da tarde, por iniciativa da empresa privada.

No entanto, admitiu que a coluna de fumo pudesse ser suficientemente grande para provocar algum receio às populações, na medida em que se trata de «uma área muito grande», que liga os moinhos da Serra da Atalhada, praticamente até à localidade de Vila Nova, já junto ao rio Mondego.

De acordo com Vasco Viseu, que também é presidente da Junta de Freguesia de Penacova, trata-se «de três grandes áreas intervencionadas, ladeadas por grandes estradões», pelo que nunca houve grandes probabilidades de haver alastramentos, pela vigilância constante, técnicas empregadas e falta de floresta, já ardida em 2015.

Contudo, o vento forte do quadrante Nordeste, principalmente durante a tarde, fez com que o fumo, numa coluna espessa, se dirigisse principalmente na direcção da cidade de Coimbra, o que provocou algum alarme junto da população.

No entanto, embora ainda decorressem algumas operações durante a noite, não se confirmaram os receios de quem desconhecia a origem e causas do “incêndio”

José Carlos Salgueiro – Diário de Coimbra