PROVERE - CCDRC quer projetos turísticos a valorizar economia do interior


A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) defende que os  investimentos de valorização turística do interior “deverão complementar” os cinco programas PROVERE aprovados na região, no valor de 10 milhões de euros.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da CCDRC, Ana Abrunhosa, salientou que, no âmbito da programação financeira comunitária do Portugal 2020, o Centro vai desenvolver projetos que totalizam aquele montante enquanto Programas de Valorização Económica de Recursos Endógenos (PROVERE).

Os projetos, no valor de 10 milhões de euros e com financiamento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), foram aprovados ao abrigo dos PROVERE das Aldeias Históricas, Aldeias do Xisto, Termas, Áreas Classificadas e Beira Baixa.

Falando à margem de uma sessão de divulgação da “Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior”, no Convento de São Francisco, em Coimbra (ver pág.7), Ana Abrunhosa fez votos para que os projetos que avancem nesta área “venham complementar, dar escala e sinergias” àqueles investimentos para valorização dos recursos endógenos dos territórios de baixa densidade demográfica.

“A procura no território vai ser muito grande”, previu a presidente da CCDRC, realçando que cerca de 400 pessoas, potencialmente ligadas à valorização turística do interior, estiveram ontem, em Coimbra, na margem esquerda do rio Mondego, na apresentação dos financiamentos para o setor.

Na sua opinião, os 20 milhões de euros disponibilizados pelo Governo, através da Turismo de Portugal, para a valorização turística a nível nacional podem constituir “um reforço muito interessante” dos projetos já aprovados no âmbito dos PROVERE.

“Gostava muito que, daquele montante, dos 10 milhões de euros que são para o interior, viessem cinco milhões para a região Centro”, afirmou a professora universitária, defendendo que importa “promover projetos em rede”, como estratégia para combater a pobreza nas aldeias e vilas das zonas montanhosas.

A valorização turística do interior “vai ser um sucesso, não tenho dúvida”, cabendo às entidades públicas e privadas apresentar candidaturas até 31 de dezembro deste ano – rematou Ana Abrunhosa.

Agência Lusa

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