TURISMO - Região de Coimbra apresenta a "Grande Rota do Mondego" em Lisboa



A Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, na qual o município de Penacova se integra, apresenta na Bolsa de Turismo de Lisboa o seu primeiro produto turístico de lógica supramunicipal. Tratam-se de grandes rotas pedestres, que serão alvo de uma forte valorização por parte da entidade intermunicipal.

De entre estas rotas, o destaque vai para a grande rota do Mondego, até porque envolve um trabalho de parceria com a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela. Mas também serão criadas outras rotas como as do Buçaco e do Alva.

A grande rota do Mondego tem como objectivo ligar (a pé) a nascente do rio até à foz. E ao longo da viagem, permitir aos turistas vivenciarem o que encontram.

«Apostamos forte na rede de corredores naturais, que já tem mais de 700 quilómetros de percursos pedestres. O que é preciso é trabalhá-los e criar produto. Precisam ser articulados, melhorados, bem comunicados, com suportes de interpretação da paisagem, com aplicações. Por exemplo, ao parar na Livraria do Mondego, o turista tem que saber para o que é que está a olhar», explica Jorge Brito, secretário executivo da CIM da Região de Coimbra.

Essa vivência, adianta o mesmo responsável, estende-se aos desportos de animação, à gastronomia, à hotelaria, ou seja, estamos perante um produto turístico gerador de negócio. «Ou andarem nestas rotas, os turistas também dormem, consomem, vão ao restaurante...», enfatiza.

Esta nova conceptualização de produtos integrados tem dois objectivos claros: por um lado aumentar a notoriedade da marca Região de Coimbra e, por outro, levar os turistas a permanecerem mais tempo no território.

«Acompanhamos o slogan do Turismo do Centro [um dia é bom, dois dias é óptimo, três nunca é demais], mas para isso é preciso criar produto», refere Jorge Brito, que fala numa lógica de produtos supramunicipais. Mas ressalva: «há-de haver sempre situações de nicho de mercado. Coimbra vale por si só, o Buçaco também, mas têm que ser alimentado por fluxos e isso faz-se à escala regional. Temos que arranjar programas para as pessoas ficarem mais tempo».

É que à semelhança do país, a região de Coimbra aumentou os fluxos turísticos, mas não subiu na retenção de pessoas.

A região fez um investimento tremendo na valorização de estruturas culturais, como museus, igrejas, reabilitação urbana e esse património tem que ser visitável. «De que nos vale fazer um grande investimento na recuperação das ruínas romanas da Bobadela, em Oliveira do Hospital, se não tivermos fluxos de pessoas a visitá-las», questiona, destacando a necessidade de serem criadas dinâmicas, porque «esta região é concorrencial com as outras, se queremos ter turistas temos que ir a jogo com os nossos melhores activos».


Originalmente publicado no Suplemento do Diário de Coimbra, dedicado à presença da Região de Coimbra na Bolsa de Turismo de Lisboa

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