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12 de abril de 2017

PROTEÇÃO CIVIL - Dispositivo contra incêndios apresentado hoje na Lousã

O lugar da Pegada, em Foz de Arouce, é hoje palco, a partir das 15h00, para a apresentação nacional do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF 2017), a nível nacional, numa cerimónia que é presidida pelo secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes.


De acordo como programa disponibilizado, vão ser feitas apresentações de cada um dos pilares do Sistema de Defesa da Floresta Contra Incêndios, por parte de entidades como o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), Guarda Nacional Republicana (GNR) e Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), havendo ainda uma demonstração prática das acções de formação, envolvendo a Força Especial de Bombeiros, Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro a GNR, Bombeiros Voluntários, Sapadores Florestais e Forças Armadas.

Aliás, os militares vão desempenhar um papel importante na campanha de 2017, na medida em que, 1.380 efectivos receberam 25 horas de formação, no sentido de poderem intervir nos incêndios, nomeadamente nas acções de rescaldo e vigilância.

Ao que conseguimos apurar, trata-se de reforçar este aspecto da intervenção, sendo o objectivo final melhorar a capacidade do dispositivo na área das acções de rescaldo e vigilância após incêndio, tendo em vista a diminuição do número de reacendimentos.

Este segmento da intervenção tem ainda nova abordagem, principalmente ao nível da formação, por parte dos bombeiros e sapadores florestais, nos distritos com maior incidência de reacendimentos, em parceria com as Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia.

Para este ano, foi decidido que, especialmente na fase Charlie, os meios terrestres sejam redistribuídos pelos distritos com elevada incidência de incêndios, nomeadamente Braga, Viana do Castelo, Vila Real, com recurso a bombeiros provenientes de outros distritos, havendo ainda três equipas de análise e uso do fogo e respectivos veículos específicos de apoio.

Nesta fase de maior risco, vão-se manter os 47 meios aéreos, tendo sido adicionado um helicóptero de coordenação, destinado a acções de coordenação aérea.

Para os operacionais no terreno, vai ser melhorada a capacitação técnica, através de acções de formação e de treino operacional, envolvendo 7.899 bombeiros, havendo ainda um reforço do apoio logístico, que sobe para 1.189 elementos.

José Carlos Salgueiro - Diário de Coimbra

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