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9 de maio de 2017

FUNDOS COMUNITÁRIOS - Governo pede mais execução para o Portugal 2020



Executar, executar, executar”. Esta é a palavra de ordem do Governo relativamente aos próximos meses do Portugal 2020.

No evento anual de apresentação de resultados do programa de fundos comunitários, e que ontem se realizou no Grande Auditório do Convento São Francisco, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, e o secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson de Souza, fizeram questão de reforçar esta proposta, ao mesmo tempo que divulgaram dados até ao final do primeiro trimestre do ano.

Os dados apresentados são do total agrado dos dois membros do Governo. Depois de um arranque bastante tímido, os últimos 15 meses foram de “prego a fundo” na aprovação e contratualização de apoios às diversas entidades que podiam candidatar-se a estes fundos. De tal forma que, como fez questão de lembrar Pedro Marques, o investimento público e privado cresceu no primeiro trimestre deste ano 25 e 10 por cento, respetivamente, em comparação com igual período do ano passado. “Portugal 2020 está no terreno e será a grande alavanca do desenvolvimento do país”, garantiu o ministro.

Neste momento, já foram aprovados 5.500 milhões de euros de investimento aprovado com 700 milhões de euros já pagos às empresas. “Isto determina um arranque do investimento público diferente do investimento privado, mas o mais importante está conseguido: o investimento está no terreno”, afirmou.

Se as coisas parecem estar no bom caminho, a hora, agora, é de começar a trabalhar na reprogramação dos fundos para os últimos dois anos do Portugal 2020. O repto foi lançado por Manuel Machado. O presidente da Câmara de Coimbra e da Associação Nacional de Municípios Portugueses mostrou-se esperançado nas alterações que vierem a ser introduzidas, de forma a que seja possível “acelerar a programação” como é desejada pelas mais diversas entidades.

Pedro Marques respondeu que esse será outros dos desafios que o Governo terá pela frente até ao final do presente ano. “Neste momento, estamos numa fase de articulação institucional prévia para depois desenvolver esse trabalho com a Comissão Europeia”, disse. O objetivo será claro: “apoiar as prioridades do país e que são a área das qualificações, da inovação colaborativa nas empresas e a valorização do território, entre outras inscritas no Plano Nacional de Reformas”.

A sessão quase lotou o Grande Auditório do Convento São Francisco e contou ainda com a presença em palco do presidente da Agência para o Desenvolvimento e Coesão, António Costa Dieb, e dos responsáveis por diversos programas: Ana Abrunhosa (Centro 2020), Ana Sampaio (PO ISE), Fernando Alfaiate (COMPETE 2020) e Filipe Almeida (EM PIS). Neste último caso, todos eles deram a conhecer alguns dos problemas mais comuns na apresentação das candidaturas aos fundos comunitários.

António Alves – Diário As Beiras

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