AUTÁRQUICAS - PSD do distrito defende entidade gestora para o Mondego - PENACOVA ACTUAL

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30 de junho de 2017

AUTÁRQUICAS - PSD do distrito defende entidade gestora para o Mondego


O rio Mondego “é a única reserva estratégica do país que não depende do estrangeiro”. Por isso, os candidatos do PSD a seis municípios do distrito de Coimbra defenderam, pela voz de Jaime Ramos, a criação de uma entidade para a gestão e desenvolvimento do rio Mondego e um Observatório Nacional da Água.

“O Mondego é demasiado importante para não ser bem gerido e rentabilizado, compatibilizando os interesses múltiplos dos diferentes agentes, sendo a gestão do Alqueva um exemplo do que devemos fazer para maior rentabilização de recursos”, afirmou o candidato da coligação “Mais Coimbra”. Assim, a entidade para gestão e desenvolvimento do Mondego deverá ter participação dos municípios, da administração central (Agência Portuguesa do Ambiente) e representantes das atividades que beneficiam do rio, como é o caso da agricultura, turismo, energia elétrica e indústria do papel.

Falando no Parque Verde, em Coimbra, os candidatos às Câmaras de Coimbra, Figueira, Montemor, Penacova, Soure e Poiares defenderam ainda a classificação do rio como Reserva Estratégica Nacional de Água, a valorização do Porto de Mar da Figueira – “aumentando a acessibilidade a calados maiores e melhorando a segurança das embarcações” –, e a conclusão do projeto de aproveitamento hidroagrícola do Baixo Mondego.

A criação de um ecomuseu, de um fluviário, de uma ciclovia entre Coimbra e a Figueira da Foz e a promoção da gastronomia assente no rio foram outras das propostas apontadas por Jaime Ramos.

Em relação a Coimbra, o candidato alertou para a necessidade de revolver os “problemas de má imagem”, como é o caso dos “barracões da CP e da área do parque” dos SMTUC, sem esquecer o Parque Verde, “abandonado” desde as cheias de 2016.

E, a terminar, questionou o que é que a autarquia de Coimbra fez com as conclusões do relatório elaborados pela Ordem dos Engenheiros relativas às cheias.

Patrícia Cruz Almeida – Diário As Beiras