EVENTO - Portugal Rowing Tour foi ontem apresentado no Montebelo Aguieira Lake Resort & Spa


Entre a Figueira da Foz e a Aguieira, sobe-se a remar o rio Mondego, naquela que é uma prova que é desportiva, porque promove a actividade física, mas turística também, porque dá a conhecer a região, desde o litoral ao interior. O Portugal Rowing Tour volta a realizar-se no Mondego, desta vez entre 10 e 13 de Agosto, cabendo uma vez mais a sua organização ao Ginásio Clube Figueirense, a única entidade nacional que realiza em Portugal este tipo de evento.

Desporto, natureza, cultura e gastronomia são os ingredientes principais deste Portugal Rowing Tour, que tira partido dos planos de água e albufeiras da região. Os 60 participantes inscritos (o máximo possível) vão remar, em três locais específicos - na Figueira da Foz, entre a Figueira da Foz e Montemor-o-Velho e na albufeira da Aguieira - e, fora de água, conhecer a região, através de um programa cultural e recreativo preparado pela organização. Quem acompanha e não rema, tem um programa específico que permite conhecer um pouco da região.

«O remo de lazer é um misto de prática desportiva e lazer», começou por referir ontem Joaquim de Sousa, presidente do Ginásio Clube Figueirense, na apresentação do evento que decorreu no Montebelo Aguieira Lake & Resort, em Mortágua, para sublinhar que está em causa uma organização que «atrai estrangeiros de muitas nacionalidades» a uma prova que vive de praticantes, mas também das suas famílias. E nesta edição vão marcar presença remadores de lazer oriundos de países como França, Bélgica, Holanda, Alemanha, Grã-Bretanha e até Nova Zelândia.

«Os praticantes, normalmente entre os 35 e os 75 anos, fazem o seu turismo aproveitando para a prática desportiva e é isto que faz o êxito em toda a Europa desta modalidade», assinalou, dando nota dos quase dois milhões de aficionados.

Ontem, na apresentação do evento, o presidente da Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado, que apoia a iniciativa desde 2010, saudou a valorização do turismo activo alcançada com esta iniciativa. «A prova permite conciliar planos e espelhos de água de elevada qualidade, equipamentos hoteleiros e parceiros associados a estas organizações e fazer ainda uma ponte natural entre o litoral e o interior», justificou Pedro Machado, destacando que este Portugal Rowing Tour tem a capacidade de partir de um «território marcado por uma praia oceânica até um espelho de água como tem a Aguieira», casando o «turismo desportivo» com «o gastronómico e cultural».

Margarida Alvarinhas – Diário de Coimbra

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